SANTO DAIME – A Verdade Revelada sobre a Religião da Floresta
1. Objetivo
Este texto tem como objetivo principal informar, esclarecer e desmistificar sobre o Santo Daime, o Verdadeiro Santo Daime, com base nos Usos, Costumes, Tradições, Conhecimentos e Vivência, desde 1967, com este chá natura-lista e homeopático que a mídia inescrupulosa, sensacionalista e anti-ética está chamando atenção do mundo profano moderno, devido ao uso irresponsável por parte de alguns seguimentos dissidentes que estão se estabelecendo pelo mundo a fora com fins eminentemente comerciais e para mascarar o uso de drogas ilícitas em meios urbanos sem que sejam perseguidos pela polícia, causando, conseqüentemente, situações de desinformação, medo e aversão ao uso do Santo Daime, que nada tem a ver com essas ocorrências pelo Brasil e no Mundo.
2. Introdução
O chá da Ayahuasca é utilizado milenarmente pelos índios da América do Sul com extrema religiosidade, como instrumento espiritual, ritual e cultural, dentro do seu Uso, Costumes e Tradições. Em meados do século 20 foram criadas três Linhas-Mãe Ayahuasqueiras não-indígenas, em áreas tipicamente rurais dos Estados do Acre e de Rondô-nia, as quais passaram a funcionar posteriormente nas zonas urbanas daqueles Estados da região norte do Brasil, onde se consolidaram e mantêm suas Sedes-Mãe e suas raízes tradicionais e culturais até os dias atuais.
No início da década de 1970, após a morte do Fundador do Santo Daime, Raimundo Irineu Serra, no dia 06 de julho de 1971, em Rio Branco-AC, surgiram várias dissidências da Linha do Santo Daime naquela capital acreana, as quais são responsáveis pela disseminação e popularização do uso urbano da ayahuasca pelo Brasil a fora, nas décadas de 1970 a 90, e pelo mundo moderno a partir do século 21. Todavia, da forma como ocorreu essa disseminação, a po-pularização do uso da ayahuasca veio acompanhada de alto custo da imagem do Veículo Sagrado que é o Santo Daime, devido ao uso, pelos dissidentes, de drogas proscritas pela humanidade, como a maconha, a cocaína e o crack.
Alguns Países onde se instalaram igrejas ayahuasqueiras, quando liberaram a ayahuasca para uso urbano em seus territórios, o fizeram apenas para uso religioso, exclusivamente nas instalações físicas das igrejas, durante seus cultos e rituais. No Brasil, o uso da ayahuasca se alastrou de forma descontrolada e negligenciada já a partir do início dos anos 70, quando o primeiro e maior dissidente do Mestre Irineu criou a Colônia 5000 e arrebanhou milhares de hippies, anda-rilhos, “filósofos” e estudantes de psicologia e antropologia para morarem naquela comunidade alternativa, onde come-çaram a inserir a maconha compartilhada com a ayahuasca. Posteriormente, na década de 80, essa mesma linha dissi-dente incorporou também o uso da cocaína em seus rituais litúrgicos e nos anos 90 o crack, juntamente com a maconha e a ayahuasca produzida por aquela comunidade, onde essas drogas foram batizadas de “santa maria” (a maconha), de “santa clara” (a cocaína) e de “são jorge” (o crack), como forma de despistar as pessoas que bebiam a ayahuasca na boa fé, os incautos que não sabiam do uso de drogas junto com a bebida e a polícia que não desconfiava do linguajar “reli-gioso-cristão” por se tratar de nome de santos católicos.
A mídia escrita, falada e televisiva tem muita influência e grande poder como formadores de opinião e massifica-ção de conceitos para a sociedade pouco informada ou ignorante em alguns assuntos mas, infelizmente, essa mesma mídia no afã da conquista de leitores/ouvintes/telespectadores e, conseqüentemente, dos resultados financeiros, torna-se inescrupulosa, sensacionalista, anti-ética e mau-formadora de opinião e conceitos, passando informações erradas, dis-torcidas e impregnada de juízo de valor dos seus correspondentes, escritores e apresentadores, os quais ainda não estão devidamente preparados para falar de forma profissional, isenta e imparcial de assuntos tão delicados e de extrema importância para a população.
3. Linhas-Mãe Ayahuasqueiras
Existem efetivamente quatro Linhas-Mãe Ayahuasqueiras na face da terra, sendo que as três linhas-mãe não-indígenas foram criadas por seus fundadores a partir de determinação, instrução e orientação espiritual, com objetivos claramente definidos e preservam até hoje em dia suas raízes tradicionais e culturais e bem como seus valores éticos, morais, sacramentais e religiosos em seus rituais. Apresentamos a seguir uma breve descrição das quatro Linhas-Mãe Ayahuasqueiras existentes:
a) Linha Indígena: chá de origem milenar, atemporal e tradicional nas comunidades indígenas e silvícolas, que usam a ayahuasca como sacramento e inspirador de bons fluídos espirituais em seus rituais xamãnicos. O ritual dos indígenas são os verdadeiros rituais xamãnicos e o pajé ou líder destes eventos espirituais em suas aldeias e comunidades são os verdadeiros xamãs. Alguns homens brancos (poucos americanos e vários bra-sileiros) usurpadores de poder e status querem e autodenominam-se de xamã, por acharem que apenas co-nhecer, usar e vender a ayahuasca podem usar a insigne de xamã. Somente os índios e alguns povos silvíco-las são detentores por herança, tradição, definição e prática desta linha ritualística. O ritual xamãnico compreende a prática da magia, evocações e culto da natureza (seres animais, vegetais, elementais etc.);
b) Linha Santo Daime: chá de origem milenar, atemporal e tradicional, associado ao Rito Doutrinário recebido em 1910 pelo Mestre Raimundo Irineu Serra da Virgem Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da Floresta, protetora e advogada da Missão. O chá da Ayahuasca associado à Doutrina recebida pelo Mestre Irineu foi batizado pelo nome de Santo Daime, usado como Sacramento Cristão pelos seus membros seguidores, para quem a Doutrina Daimista é uma Missão Religiosa aqui na Terra. O Mestre Irineu era maranhense, nascido no município de São Vicente Ferrer-MA em 15-12-1892 e falecido em 06-07-1971, em Rio Branco-AC. Ele foi o Sistematizador da Doutrina Daimista e da consagração da Ayahuasca no planeta e veio para reim-plantar as Santas e Sagradas Doutrinas Cristãs já em quase-esquecimento e/ou desuso pela humanidade.
c) Linha Barquinha – Centro Espírita e Culto de Oração Casa de Jesus Fonte de Luz: chá de origem milenar, atemporal e tradicional, associado aos rituais do Santo Daime e da Umbanda tradicional. Linha ayahuas-queira fundada em 1945 por Daniel Pereira de Mattos, egresso do Santo Daime do Mestre Irineu, quem lhe apoiou e incentivou a criar sua missão, pois Daniel queria juntar o ritual da umbanda ao Santo Daime, mas o Mestre Irineu não lho permitiu. Ao chá da Ayahuasca associado com os rituais do Santo Daime e da Um-banda Daniel denominou de Daime, mas a essência e ritualística são diferentes, é um outro seguimento aya-huasqueiro. Foi no Santo Daime do Mestre Irineu, onde Daniel conheceu em 1936, que Ele teve uma reve-lação para a criação da missão religiosa da Barquinha. Daniel foi sargento da marinha e umbandista antes de conhecer o Santo Daime com o Mestre Irineu. Daí porque a sua linha ayahuasqueira é um sincretismo religioso que combina os princípios da Doutrina do Santo Daime com os princípios da Umbanda. Os men-tores espirituais da Barquinha são da linha dos marinheiros. Inicialmente Daniel denominou sua Casa de Capelinha, mas conhecida popularmente como Capelinha de São Francisco, pelo fato de ser um dos princi-pais mentores espirituais daquela Casa de Oração. Posteriormente o nome desta linha foi alterado para Bar-quinha em referência ao ritual místico com os marinheiros, entidades com as quais trabalham nos seus rituais litúrgicos com o uso da ayahuasca. Daniel era amigo, contemporâneo e conterrâneo do Mestre Irineu, nas-cido em São Luis-MA em 13-07-1888 e falecido em 08-09-1958.
d) Linha UDV – União do Vegetal: chá de origem milenar, atemporal e tradicional, associado ao Rito Doutri-nário recebido em 1960 do Rei Salomão pelo Mestre José Gabriel da Costa. Ao chá da Ayahuasca associado à Doutrina recebida pelo Mestre Gabriel deu-se o nome de Vegetal, usado como Sacramento pelos membros seguidores do União do Vegetal. O chá da ayahuasca da UDV também é conhecido como Mariri, Hoasca ou Oaska. Mestre Gabriel, nascido na Localização Coração de Maria, Distrito de Feira de Santana-BA em 22-10-1922 e falecido em 24-09-1971. O Centro Espírita Beneficente União do Vegetal – UDV foi fundado em 22-07-1961 pelo Mestre Gabriel no Estado do Acre, nos seringais fronteiriços com a Bolívia. Em 01-11-1964 o Mestre Gabriel fez a confirmação da União do Vegetal no Astral Superior. Em 1965, por respeito ao Santo Daime e ao Mestre Irineu, o Mestre Gabriel mudou-se para Porto Velho-RO, onde instalou oficial-mente a Sede da UDV e desenvolveu seus trabalhos espirituais. Em 1967, devido a uma perseguição policial em Porto Velho-RO, o Mestre Gabriel muda a Sede da sua Missão para Brasília-DF, até mesmo por questões estratégicas para acompanhar a liberação do uso da ayahuasca pelo Governo Brasileiro. Desde então, a Sede da UDV é de direito em Brasília-DF mas de fato em Porto Velho-RO, onde mora a viúva Dona Pequenina e os filhos. Mestre Gabriel foi iniciado na Doutrina Espírita de Allan Kardec, mas acabou estabelecendo um terreiro de Umbanda onde foi Pai-de-Santo, pois já fora iniciado desde há muitos anos sendo ogã em outros terreiros, onde seu mentor espiritual era o caboclo Sultão das Matas. Conheceu a ayahuasca em abril de 1959 e posteriormente fundou a UDV em 1961. Quando fundou a UDV, Mestre Gabriel manteve ainda os trabalhos do seu terreiro de umbanda em paralelo por uns dois anos, fazendo uma sessão de umbanda e outra de ayahuasca. Somente em 1961, quando fundou oficialmente a UDV foi que o Mestre Gabriel abandonou a umbanda e se firmou exclusivamente com sua missão ayahuasqueira.
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domingo, 11 de abril de 2010
A EXISTÊNCIA DE DEUS
Brasília (DF), Dezembro/2001
3º Milênio da Era Cristã
1º Ano Natalino
A EXISTÊNCIA DE DEUS
1. Às vezes, principalmente quando estamos em situações de necessidade, dor, dificuldade, desespero, aflição, muitos de nós nos deparamos com a mente confusa, inquietações ideológicas e somos levados a questionamentos existenciais, até mesmo a duvidarmos da existência de Deus, fazendo perguntas do tipo: Deus existe? Como podemos provar e comprovar sua existência? Porque e para quê existimos? Como e para quê o Universo foi criado? Estas têm sido as perguntas de milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.
2. Estas perguntas e desatinos podem ensejar algumas respostas, mas, considerando que, se a Belíssima Criação que nos rodeia e da qual fazemos parte, do ar que respiramos e não viveríamos sem ele, tudo isso não é convincente o suficiente, por si só, para o homem ter a convicção de que a existência de Deus é inexoravelmente inegável, muito menos poderão sê-lo os escritos e palavras humildes de um simples semelhante, por mais que se empenhe em demonstrá-lo com bela redação, tratados, convenções, exegese ou fortes textos esclarecedores.
3. Assim, quando afirmamos que Deus existe, necessário se faz acompanhar tal assertiva com uma proposição desvinculada de toda idéia que O limite ou impeça concebê-Lo em sua imensidão, magnificência, perfeição, onisciência, onipresença, onipotência e infinitude. Partindo do princípio de que a Causa Primária e absoluta de tudo e de todas as coisas é Deus e não tendo a nosso alcance nenhum ser visível a quem possamos atribuir o ato da Criação Universal, é lógico e natural que reconheçamos a Deus como Supremo Criador. Mas a capacidade para considerar sua existência não depende dessa existência em si, senão da capacidade de cada um de nós, seres humanos, reconhecê-la, sentí-la intimamente e experimentá-la, vivenciá-la individualmente, admirando-O em sua excelsitude e grandeza.
4. Existem duas coisas que, incontestavelmente, são inseparáveis, constituindo, portanto, uma mesma e absoluta verdade: a Criação e seu Criador. Uma pressupõe com absoluta certeza a existência e presença da outra, de maneira que, se a Criação existe – o que nos consta, porque a vemos, apalpamos-a e dela fazemos parte e vivemos –, seria inconcebível duvidar da existência do seu Criador, Quem, havendo-a concebido primeiro, depois a plasmou em suprema e absoluta realidade, ditando ao mesmo tempo as leis que mantêm seu equilíbrio e velam por sua conservação eterna, reservando sabiamente para si o governo de toda essa Criação: o Universo.
5. Ademais, a existência de Deus se prova pela existência de tudo o que nos rodeia, por nossa própria existência e, sobretudo, pela prerrogativa que nos foi por Ele concedida de nos fazermos essa pergunta e também de nos darmos a resposta, servindo-nos do conhecimento que adquirimos dos estudos, das observações e experiências vivenciados conscientemente no nosso dia-a-dia. Todas as coisas criadas são testemunho do Poder e Sabedoria Divinos. Somos ingratos, mas, mesmo assim, Deus na sua infinita bondade e misericórdia nos fez criaturas humanas, racionais, dotadas de inteligência, razão, discernimento, consciência, equilíbrio, vontades, desejos, sentimentos, emoções e, inclusive, livre-arbítrio, para acreditarmos ou não na existência d’Ele. Os que não acreditam Nele são ateus ou agnósticos e não foi por acaso que assim os fez, pois “o acaso” é o pseudônimo de Deus.
6. Deus colocou o homem no centro de um oceano de vida, de um reservatório inesgotável de forças e potência. E deu-lhe a inteligência, a razão e a consciência, para aprender a conhecer essas forças, a assenhorear-se delas, dominá-las e as utilizá-las com abundância e sabedoria. Assim exercitando-nos constantemente é que nós mesmos nos desenvolveremos e chegaremos a firmar o nosso império sobre a Natureza – o Império do Bem –, o domínio do pensamento sobre a matéria, o reino do Espírito sobre o mundo.
7. Por isso, em razão de sua inimaginável e incomensurável dimensão cósmica, podemos constatar que Deus não é e não pode ser limitado. Mas devemos acrescentar também que, mesmo sendo este raciocínio acessível à mente humana e de fácil compreensão e conclusão, nem sempre foi levado em consideração pelo homem em sua caminhada evolutiva. Muito pelo contrário, apesar de paradoxal, o homem pretendeu fazer Deus à sua imagem e semelhança – mediante os princípios do antropomorfismo, querendo vê-Lo materializado em um corpo humano, com formas e limites, sem medir, provavelmente, as proporções nem as conseqüências de tamanho sacrilégio. O antropomorfismo é incompatível com a Providência Divina e, no estágio de evolução, nível de consciência e despertamento em que se encontra o homem atual e da forma em que vive neste planeta, talvez com imensa dificuldade e força de vontade, poderia imaginar e compreender a infinitude de Deus.
8. A Providência Divina é a ação que Deus exerce sobre todos os seres e criaturas para preservá-los e conduzí-los para seu fim, com sabedoria e bondade, segundo a ordem e premissas que estabeleceu na Criação. Esta Providência atua não em resposta às nossas súplicas mesquinhas e materialistas, mas sim pela aplicação rigorosa de uma justiça distributiva, soberana e misericordiosa, na exata proporção da necessidade e do merecimento de cada uma das criaturas. Se o homem, apesar de mortal e sujeito a erros de toda ordem, sempre quer dar o melhor aos seus filhos, imagine então o que deveríamos esperar de Deus, que é o próprio Amor. As doenças, catástrofes e tragédias com suas conseqüências, contragostos, dissabores e contrariedades que causam, são frutos de nossa própria imprevidência e imprudência e não castigo de Deus, como muitas pessoas pensam e acreditam piamente. Pensar assim seria o mesmo que duvidar da Sua existência e Poder. Deus não é meio perfeito, mais ou menos bonzinho ou misericordioso apenas de vez em quando. Ou seja, devemos crer e confiar plenamente em Deus.
9. Quanto às crenças, não devemos esquecer que suas raízes se originaram e cresceram na ignorância das tribos primitivas de nossos ancestrais, as quais, em pleno estágio de rudimento mental, desprovidas e carentes de entendimento, adoravam aos deuses, dos quais se apropriavam. Com o passar dos tempos e o desenvolvimento humano, mas sempre num clima de ignorância e ingênua credulidade, as religiões fizeram algo igual, ao levarem suas crenças ao convencimento de que Deus lhes pertencia, porque assim seus sustentadores haviam estabelecidos. E não somente isso: cada seita O ia transformando segundo as conveniências e exigências dos respectivos dógmas e crendices, apresentando-O velado, naturalmente, pelos chamados “mistérios”.
10. As crenças paralisam a nobre função de pensar do ser. Felizes os olhos do entendimento não contaminado, os quais, diferentemente dos que foram cegados pela fé dogmática, podem nutrir sua vida com os ensinamentos derramados por Deus na Criação! O dógma pôde ser útil aos homens nas épocas de barbáries, de atraso moral, ético, intelectual e espiritual, mas não o pode ser nos dias atuais, que estão marcados por mudanças mais surpreendentes em quase todas as ordens do viver humano. Em vez da Fé Dogmática – a nossa fé habitual que resulta normalmente da aceitação de opinião estranha, de fanatismo, de autoritarismos enfim, a fé cega –, devemos ter Fé Espiritual, aquela Bíblica, uma Força Mágica, a fé que surge com a total convicção do conhecimento interior, que basta termos apenas tanto quanto a de um grão de mostarda para movermos montanhas, transpondo as barreiras que, na maioria das vezes, não existem, nós próprios as criamos e acabamos por dificultar nossa vida.
11. Hoje em dia o dógma é pura e simplesmente um contrassenso. Insistir em sua manutenção é pretender fechar os olhos daqueles que conseguiram ultrapassar o obscurantismo espiritual em que a humanidade ainda está imersa. O homem ama a verdade e anseia por ela, mas, para não ser aprisionado pelo engano, deve buscá-la com sua razão, a qual deve ser unanimemente respeitada. Atribuindo à fé cega virtudes que ela não tem, não se pode pretender excluir das possibilidades humanas as funções de discernir e de julgar, submetendo o homem, sem prévio conhecimento de sua parte, ao acatamento de fórmulas que adulteram a verdade.
12. Os dógmas são imposições de caráter religioso e Deus não estabeleceu nenhum. Eis aí uma grande verdade, como também é verdade que Deus não excluiu jamais ninguém de sua grande família humana, que a criou para habitar este planeta, evoluir e perpetuar a espécie. Não chamou de hereges aos que divergiam do modo de pensar a respeito d’Ele, nem excomungou tampouco ninguém e muito menos ainda permitiu que algum de seus filhos o fizesse, pois tal atitude encerra o princípio do desamor, da vingança, do ódio e do malquerer, contrários às premissas do Amor.
13. Deus jamais abandonou seus filhos, que somente nos lembramos d’Ele na hora da dor, do desespero, da necessidade e que O precisamos. Se Deus permitiu que povos que o negam – os ateus e agnósticos – se colocassem em posições de vanguarda na ciência, não temos com isso a evidência de que Ele continua considerando esses povos como filhos de sua Criação, sem preconceitos ou racismo?
14. Todos deveríamos aspirar esclarecer o que a razão resiste em admitir como verdade, a exemplo da crendice sobre a existência de um inferno onde os pecadores são condenados ao fogo eterno, com passagem obrigatória no purgatório. Em que verdade esta afirmativa se fundamenta? Como se pode imaginar o espírito, que é imaterial, invisível e imortal e, por isso mesmo, incombustível, queimar e arder no “fogo” do inferno pelos seus pecados cometidos quando em matéria? Supondo que sim, que o espírito possa ser queimado sim, possa arder eternamente no fogo do inferno, que consequência útil ou prática teria tal suplício para a vida humana a condenação do espírito ao fogo eterno? Até quando a humanidade terá de seguir presa a uma crença que não se explica e nem tampouco se justifica, necessitando, portanto, de melhores explicações, interpretações insofismáveis e todo um sentido instrutivo, educacional e evolutivo?
15. É inconcebível que as falhas cometidas pelo homem devam ser saldadas com um martírio interminável, com um suplício perpétuo, eterno como é o espírito. A incomensurável dimensão cósmica de Deus, sua infinita bondade e misericórdia não comporta tamanha crueldade, que só pode caber na mente embotada pelo pragmatismo de teorias e idéias vãs de pessoas fanáticas e hereges que apregoam tal crença e sofisma e os utilizam para atemorizar seus adeptos e seguidores com tamanho disparate e blefe, como forma de coação, de chantagem emocional e psicológica e assédio religioso, para garantir a captura de adeptos e uma falsa fidelidade destes às suas igrejas, visto que se tornam “fieis” seguidores pelo medo dos castigos dos Céus e não verdadeiramente pelo respeito e temor à Deus, como deveríamos. Medo é o sentimento que se tem ante a noção de perigo iminente, real ou imaginário, ou de ameaça, coação ou chantagem. Temor é o sentimento de reverência e respeito que se tem a alguém pela eminência e elevado grau de ascensão sobre as pessoas. Portanto, não devemos ter medo de Deus, mas sim reverenciá-Lo e respeitá-Lo com o nosso temor.
16. Deus não pode ter criado a fenomenal máquina humana, o prodigioso ser humano para aniquilá-lo depois, de forma inexplicavelmente cruel, pois isso seria uma violação às suas próprias leis expressas, destinadas a regular a evolução do homem, que implicaria numa negação que a inteligência humana não pode absolutamente admitir. Deus criou o homem para que, mediante todas as sacudidas e experiências que acompanham sua passagem pelo mundo, ele aprenda a conduzir sua vida pela existência que lhe foi determinada, que presumimos não ter fim, pois o espírito é imortal.
17. As faltas que cometer, ele mesmo, por sua única e exclusiva conta, poderá, deverá e haverá de saldá-las. Eis aí o prodígio da lei da evolução, a qual, conscientemente interpretada e vivida, converte o homem em seu próprio redentor. Poderia haver algo mais maravilhoso, mais consolador e sublime para o homem do que sentir-se capaz de realizar, por si mesmo, uma tarefa tão edificante, cuja glória haverá também de lhe pertencer? Isto é melhor do que acumular faltas sobre faltas, confiando com fé cega – e em alguns casos com não pouca especulação – que alguém com poderes divinos possa nos absolver das culpas? Ou seja, vamos errar, praticar maldades aos nossos semelhantes à vontade, pois haveremos de ser absolvidos sem maiores conseqüências. Analisemos serenamente em qual dos dois casos o homem é mais digno de si, de seus semelhantes e de Quem o Criou e persevera em nos ajudar?
18. Deus não nos castiga pelos nossos erros e omissões e não tem interesse em nos castigar, mas sim fazer-nos despertar para uma nova consciência, ensinando-nos a amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Somos nós mesmos quem nos castigamos com os sofrimentos e tormentos que nos causamos quando nos sentimos vítimas dos erros cometidos. Deus já nos perdoou, nos outorgou esse perdão. O que precisamos é ativar no coração o nosso próprio perdão. A Lei do Karma diz que os nossos pecados serão quitados mediante sofrimentos – errou, pagou –, mas existe uma Lei Superior, embasada no princípio da compaixão – a Lei da Graça, à qual todos estamos sujeitos, dizendo que todos estaremos livres dos nossos “pecados” e erros no instante em que, autoconscientes, livres e espontaneamente nos arrependermos sinceramente e nos perdoarmos deles. O perdão nos exime do “castigo da vingança”, do sofrimento, pois quem não perdoa é vingativo, sofre, mas não nos livra da prestação de contas, das explicações para com Deus, por justiça com quem tem menos contas e explicações a prestar. Deus é justo e não vingativo, perdoa e, portanto, não nos castiga, mas alerta-nos quando não agimos corretamente.
19. Muito se tem falado da verdade revelada mas, afinal, que verdade revelada é essa que o homem não pode conhecer, que lhe é inacessível? A verdade revelada por Deus, a maior, a mais transcendental, é a sua própria Criação. Eis aí a grande verdade revelada! Dessa Criação, dessa verdade revelada por Deus, acessível a todas as mentes humanas, se desprendem os fios que conduzem a todas as outras verdades que, no seu devido tempo, também serão reveladas, quando o homem alcançar um nível melhor de consciência e evolução, tornando-se um ser desperto para a espiritualidade.
20. O homem que se propõe conhecer o que há dentro de uma montanha, que representa, hipoteticamente, uma pequeníssima parte da grande verdade, terá inevitavelmente de levar a cabo esse propósito penetrando-a em todas as suas entranhas com entendimento e ação, seguir seus veios, descobrir suas diversas camadas e jazidas. Se alguém lhe proibisse de fazer isso, assegurando-lhe que deve se contentar em apenas e tão-somente admirar a montanha, continuará ela sendo uma verdade revelada, porém uma verdade revelada em cujo fundo sua inteligência não penetra.
21. A mente humana tem livre acesso a todas as verdades, mas, para isso, deve seguir um rigoroso processo de adestramento mental e psicológico, um processo de cultura interior que lhe torne possível elevar-se até elas. Para o homem em pleno exercício de suas faculdades mentais e sua liberdade de consciência, não há dógma algum atrás do qual a verdade possa se manter oculta. Todas as faculdades da inteligência são pródigas quando utilizadas continuamente, mas as crenças não ativam seu exercício, muito pelo contrário, adormecem a inteligência e atuam como anestésicos e hipnóticos. Sejamos práticos e pragmáticos, deixando as “crenças” para os incrédulos.
22. A vida é pensamento e ação e se debilita, desfalece, morre quando a mente pára de pensar, quando a vontade se relaxa em função dessa imobilidade, quando as células se consomem, porque lhes falta a atividade que as reanima e estimula. As crenças são um meio de opressão, uma tirania imposta ao espírito humano, são a morte lenta do espírito, o qual, não podendo evoluir em cumprimento ao seu alto destino, se consome dia após dia, século após século. A morte é uma passagem de dimensão, ao tempo que “morremos” para a vida material, “nascemos”, voltamos para o plano espiritual. A separação só é ruim e mais sentida para aqueles que ficam na matéria. Apressemo-nos, pois, em nos preparar, evoluindo espiritualmente e despertando, pois a morte não dá apertos de mão e, quando ela vem ao nosso encontro, preparados ou não, a mão que ela segura, não solta jamais.
23. Fisicamente o homem é o que é pelo que come. Mas, intelectual e mentalmente, o homem é o que é pelo que pensa, lê e estuda. Se o inibirmos de pensar, se o colocarmos dentro de uma redoma de vidro para impedí-lo de pensar, que consciência poderá alcançar o homem sobre sua existência? Por acaso está o homem proibido de conhecer a verdade? Deus não pode tê-lo concebido para semelhante absurdo, nem condená-lo a ser um ente vulgar, um ser que não pensa, um homem cujo espírito está submetido à escravidão de uma crença. Por isso, devemos evoluir e firmar o nosso pensamento, ter bons pensamentos, para praticarmos o bem, boas ações e termos consciência suficiente para agirmos corretamente, de forma consciente.
24. Fé é para quem não acredita! Acreditar é para quem não sabe! Saber é uma dádiva Divina acessível a todos os seres humanos. Se quisermos conhecer e saber sobre a verdade, basta seguirmos nossa missão de vida direitinho, com amor, respeito e lealdade a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo. Então vamos saber quem somos nós, conhecer-nos por dentro e por fora, vamos conhecer o nosso próximo, vamos conhecer a Deus e o seu Amor, porque a linguagem espiritual é um idioma universal e eterno. Assim, seremos conhecedores da vida eterna. Não devemos simplesmente crer em Deus, mas também devemos conhecê-Lo, sentí-Lo e empenhar-nos em nos aproximar d’Ele pelo conhecimento e saber, pois assim saberemos amar ao próximo como a nós mesmo, ainda que tenhamos pensamentos, idéias, gostos, afinidades divergentes dos nossos semelhantes, ou nao coincidentes.
25. Cada ser humano é constituído por uma alma e um espírito e possui uma psicologia diferente e peculiar, ou seja, uma psicologia individual. Por que, então, tem-se insistido durante séculos em mudar o rumo que a humanidade devia seguir, adormecendo-a com crenças, crendices e equívocos? Desdenhar ou, pior ainda, execrar os que fazem uso legítimo da razão para discernir o justo do injusto, a verdade da não-verdade, é transgredir as Leis Universais, é ofender a vontade de Deus, que instituiu essa faculdade para que o homem alcançasse a elevação mental, moral e espiritual, que corresponde à sua condição humana.
26. Ultimamente, a Ciência, assim como os Filósofos, anda em busca da razão da existência do Universo, da Criação, pois, veladamente, anda em busca de um Criador, embora isso não possa reconhecer, porque a CRIAÇÃO é algo que foge à “Razão Científica”. O Universo, o Cosmo, enfim, a Criação é uma obra inteligentíssima, divinamente Divinal, que transcende a mais genial inteligência humana. O planeta é muito grande e possui riquezas incomensuráveis e inimagináveis, mas ignoramos tudo isso. Pretensiosamente o homem com sua ciência prefere buscar conhecer o Universo e sua origem, infinitamente maior que o nosso planeta, do que conhecê-lo melhor, melhorar o seu habitat para crescermos mais saudáveis e melhor desenvolvermos nossas faculdades ainda não efetivamente utilizadas, como a mental e todo o seu potencial. Sem Deus a ciência não poderá jamais completar os seus estudos, muito menos conclusões, sobre a origem do Universo, da Matéria e do próprio homem. Os motivos pelos quais os cientistas não admitem a existência de Deus não lhes garantem o direito de querer provar que o Criador é uma realidade palpável pelos sentidos humanos, querendo encontrar provas materialmente palpáveis de Sua Existência.
27. Enquanto não houver interação, integração, uma perfeita sincronia entre a Ciência (conhecimento), a Filosofia (sabedoria) e a Religião (existência Divina), ficando a Ciência presa a um materialismo cético, a Religião enclausurada nas masmorras dogmáticas da fé e a Filosofia presa à correntes do ateísmo e agnosticismo, teremos cientistas incrédulos e materialistas, religiosos hipócritas, intolerantes, beatos, fanáticos e desequilibrados e filósofos pessimistas e alienados, que futilizam a metafísica e se acham pretensiosamente os verdadeiros deuses com suas descobertas e criações.
28. A Criação é mantida sob o comando absoluto e eterno de Deus, seu Criador, que é a inteligência Suprema, inteligência cósmica imanente, causa primária e absoluta de tudo e de todas as coisas. Para os cientistas, aceitar a existência de Deus seria o fim da ciência, da cosmologia e da astrofísica, para quem Deus é apenas e tão-somente uma “hipótese teológica”, “um jogador de dados”, “uma crença religiosa”, e buscam desvendar os enigmáticos e misteriosos segredos de um Universo ateu, sem ao menos desconfiar que dependem de Deus, o Grande Arquiteto do Universo Sideral, para saber que os mistérios somente os são para quem os desconhecem e que Deus, somente Deus, sabe de todos os ditos mistérios que a ciência busca desvendar, sem humildade, sem ética, muitas vezes até com desrespeito, arrogância e pretensão. Enigmático apenas para aqueles que não têm conhecimento suficiente para decifrá-lo, mas cujo enígma é Deus quem o faz e pode desfazê-lo ou refazê-lo quando e quantas vezes assim o desejar para mostrar ao arrogante e insensível homem que quem manda e autoriza as descobertas de todo e qualquer conhecimento científico no Universo é Ele, segundo nosso comportamento, capacidade, evolução e merecimento.
29. Se o progresso moral e ético estão muito atrasados em comparação ao avanço material, isto se deve à hipertrofia do pensamento científico, religioso e filosófico quanto à exata concepção da existência de Deus, que está diante de nossos olhos que insistem em não querer contemplá-lo. Deus está presente mesmo nas situações mais difíceis em que se nos apresentam sem esperanças e Sua presença não depende de nós a percebermos ou não. Na lembrança da presença de Deus é que reside o nosso poder de abdicarmos de nossos abusos e equívocos do passado e abrir a porta do entendimento para vê-los de um novo prisma e renovar nossas vidas, pois, por incrível que possa parecer, Deus está dentro de cada um de nós e não precisamos buscá-Lo em outros lugares fora da gente e tão longe.
30. A ignorância e o sentido que damos à vida, na maior parte do tempo ocupados com afazeres que nada ou quase nenhum valor agregam ao nosso conhecimento e crescimento espiritual, perpetuam o nosso sofrimento e tristeza, em condições inferiores de consciência. Cabe ao homem como sua tarefa na criação e evolução da espécie e de si mesmo, desenvolver-se em sabedoria, conhecimento, intelectualidade e espiritualidade, mediante o conhecimento dos princípios subjacentes à natureza. Todos devemos iniciar nos estudos do Conhecimento Universal e Ensinamentos Superiores do Universo, pois a sabedoria é uma conquista interior, fruto de contínua observação, de reflexões íntimas, de um estado de alma, enfim. O Saber é um Bem Supremo, uma dádiva Divina, pois Deus escreve certo por linhas certas, nós é que vemos e entendemos tortos os seus sinais e alertas e as suas orientações e ainda temos a coragem e desfaçatez de dizer que Ele escreve certo por linhas tortas. Tortos somos nós que falamos e pensamos dessa forma.
31. Finalmente, desejo um feliz Natal em família e um Próspero Ano Novo, repleto de muitas felicida-des e alegrias e grandes realizações, almejando que Deus nos conceda, conforme sua vontade, segundo o nosso merecimento, um novo ano vindouro cheio de muita paz, amor, harmonia e justiça, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia e graça Divinas, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando a justiça, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e o amor universal, para a elevação e o despertar da nossa consciência, em busca do Conhecimento Superior.
São os sinceros Votos de
Francisco Ribeiro Nogueira e Família
3º Milênio da Era Cristã
1º Ano Natalino
A EXISTÊNCIA DE DEUS
1. Às vezes, principalmente quando estamos em situações de necessidade, dor, dificuldade, desespero, aflição, muitos de nós nos deparamos com a mente confusa, inquietações ideológicas e somos levados a questionamentos existenciais, até mesmo a duvidarmos da existência de Deus, fazendo perguntas do tipo: Deus existe? Como podemos provar e comprovar sua existência? Porque e para quê existimos? Como e para quê o Universo foi criado? Estas têm sido as perguntas de milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.
2. Estas perguntas e desatinos podem ensejar algumas respostas, mas, considerando que, se a Belíssima Criação que nos rodeia e da qual fazemos parte, do ar que respiramos e não viveríamos sem ele, tudo isso não é convincente o suficiente, por si só, para o homem ter a convicção de que a existência de Deus é inexoravelmente inegável, muito menos poderão sê-lo os escritos e palavras humildes de um simples semelhante, por mais que se empenhe em demonstrá-lo com bela redação, tratados, convenções, exegese ou fortes textos esclarecedores.
3. Assim, quando afirmamos que Deus existe, necessário se faz acompanhar tal assertiva com uma proposição desvinculada de toda idéia que O limite ou impeça concebê-Lo em sua imensidão, magnificência, perfeição, onisciência, onipresença, onipotência e infinitude. Partindo do princípio de que a Causa Primária e absoluta de tudo e de todas as coisas é Deus e não tendo a nosso alcance nenhum ser visível a quem possamos atribuir o ato da Criação Universal, é lógico e natural que reconheçamos a Deus como Supremo Criador. Mas a capacidade para considerar sua existência não depende dessa existência em si, senão da capacidade de cada um de nós, seres humanos, reconhecê-la, sentí-la intimamente e experimentá-la, vivenciá-la individualmente, admirando-O em sua excelsitude e grandeza.
4. Existem duas coisas que, incontestavelmente, são inseparáveis, constituindo, portanto, uma mesma e absoluta verdade: a Criação e seu Criador. Uma pressupõe com absoluta certeza a existência e presença da outra, de maneira que, se a Criação existe – o que nos consta, porque a vemos, apalpamos-a e dela fazemos parte e vivemos –, seria inconcebível duvidar da existência do seu Criador, Quem, havendo-a concebido primeiro, depois a plasmou em suprema e absoluta realidade, ditando ao mesmo tempo as leis que mantêm seu equilíbrio e velam por sua conservação eterna, reservando sabiamente para si o governo de toda essa Criação: o Universo.
5. Ademais, a existência de Deus se prova pela existência de tudo o que nos rodeia, por nossa própria existência e, sobretudo, pela prerrogativa que nos foi por Ele concedida de nos fazermos essa pergunta e também de nos darmos a resposta, servindo-nos do conhecimento que adquirimos dos estudos, das observações e experiências vivenciados conscientemente no nosso dia-a-dia. Todas as coisas criadas são testemunho do Poder e Sabedoria Divinos. Somos ingratos, mas, mesmo assim, Deus na sua infinita bondade e misericórdia nos fez criaturas humanas, racionais, dotadas de inteligência, razão, discernimento, consciência, equilíbrio, vontades, desejos, sentimentos, emoções e, inclusive, livre-arbítrio, para acreditarmos ou não na existência d’Ele. Os que não acreditam Nele são ateus ou agnósticos e não foi por acaso que assim os fez, pois “o acaso” é o pseudônimo de Deus.
6. Deus colocou o homem no centro de um oceano de vida, de um reservatório inesgotável de forças e potência. E deu-lhe a inteligência, a razão e a consciência, para aprender a conhecer essas forças, a assenhorear-se delas, dominá-las e as utilizá-las com abundância e sabedoria. Assim exercitando-nos constantemente é que nós mesmos nos desenvolveremos e chegaremos a firmar o nosso império sobre a Natureza – o Império do Bem –, o domínio do pensamento sobre a matéria, o reino do Espírito sobre o mundo.
7. Por isso, em razão de sua inimaginável e incomensurável dimensão cósmica, podemos constatar que Deus não é e não pode ser limitado. Mas devemos acrescentar também que, mesmo sendo este raciocínio acessível à mente humana e de fácil compreensão e conclusão, nem sempre foi levado em consideração pelo homem em sua caminhada evolutiva. Muito pelo contrário, apesar de paradoxal, o homem pretendeu fazer Deus à sua imagem e semelhança – mediante os princípios do antropomorfismo, querendo vê-Lo materializado em um corpo humano, com formas e limites, sem medir, provavelmente, as proporções nem as conseqüências de tamanho sacrilégio. O antropomorfismo é incompatível com a Providência Divina e, no estágio de evolução, nível de consciência e despertamento em que se encontra o homem atual e da forma em que vive neste planeta, talvez com imensa dificuldade e força de vontade, poderia imaginar e compreender a infinitude de Deus.
8. A Providência Divina é a ação que Deus exerce sobre todos os seres e criaturas para preservá-los e conduzí-los para seu fim, com sabedoria e bondade, segundo a ordem e premissas que estabeleceu na Criação. Esta Providência atua não em resposta às nossas súplicas mesquinhas e materialistas, mas sim pela aplicação rigorosa de uma justiça distributiva, soberana e misericordiosa, na exata proporção da necessidade e do merecimento de cada uma das criaturas. Se o homem, apesar de mortal e sujeito a erros de toda ordem, sempre quer dar o melhor aos seus filhos, imagine então o que deveríamos esperar de Deus, que é o próprio Amor. As doenças, catástrofes e tragédias com suas conseqüências, contragostos, dissabores e contrariedades que causam, são frutos de nossa própria imprevidência e imprudência e não castigo de Deus, como muitas pessoas pensam e acreditam piamente. Pensar assim seria o mesmo que duvidar da Sua existência e Poder. Deus não é meio perfeito, mais ou menos bonzinho ou misericordioso apenas de vez em quando. Ou seja, devemos crer e confiar plenamente em Deus.
9. Quanto às crenças, não devemos esquecer que suas raízes se originaram e cresceram na ignorância das tribos primitivas de nossos ancestrais, as quais, em pleno estágio de rudimento mental, desprovidas e carentes de entendimento, adoravam aos deuses, dos quais se apropriavam. Com o passar dos tempos e o desenvolvimento humano, mas sempre num clima de ignorância e ingênua credulidade, as religiões fizeram algo igual, ao levarem suas crenças ao convencimento de que Deus lhes pertencia, porque assim seus sustentadores haviam estabelecidos. E não somente isso: cada seita O ia transformando segundo as conveniências e exigências dos respectivos dógmas e crendices, apresentando-O velado, naturalmente, pelos chamados “mistérios”.
10. As crenças paralisam a nobre função de pensar do ser. Felizes os olhos do entendimento não contaminado, os quais, diferentemente dos que foram cegados pela fé dogmática, podem nutrir sua vida com os ensinamentos derramados por Deus na Criação! O dógma pôde ser útil aos homens nas épocas de barbáries, de atraso moral, ético, intelectual e espiritual, mas não o pode ser nos dias atuais, que estão marcados por mudanças mais surpreendentes em quase todas as ordens do viver humano. Em vez da Fé Dogmática – a nossa fé habitual que resulta normalmente da aceitação de opinião estranha, de fanatismo, de autoritarismos enfim, a fé cega –, devemos ter Fé Espiritual, aquela Bíblica, uma Força Mágica, a fé que surge com a total convicção do conhecimento interior, que basta termos apenas tanto quanto a de um grão de mostarda para movermos montanhas, transpondo as barreiras que, na maioria das vezes, não existem, nós próprios as criamos e acabamos por dificultar nossa vida.
11. Hoje em dia o dógma é pura e simplesmente um contrassenso. Insistir em sua manutenção é pretender fechar os olhos daqueles que conseguiram ultrapassar o obscurantismo espiritual em que a humanidade ainda está imersa. O homem ama a verdade e anseia por ela, mas, para não ser aprisionado pelo engano, deve buscá-la com sua razão, a qual deve ser unanimemente respeitada. Atribuindo à fé cega virtudes que ela não tem, não se pode pretender excluir das possibilidades humanas as funções de discernir e de julgar, submetendo o homem, sem prévio conhecimento de sua parte, ao acatamento de fórmulas que adulteram a verdade.
12. Os dógmas são imposições de caráter religioso e Deus não estabeleceu nenhum. Eis aí uma grande verdade, como também é verdade que Deus não excluiu jamais ninguém de sua grande família humana, que a criou para habitar este planeta, evoluir e perpetuar a espécie. Não chamou de hereges aos que divergiam do modo de pensar a respeito d’Ele, nem excomungou tampouco ninguém e muito menos ainda permitiu que algum de seus filhos o fizesse, pois tal atitude encerra o princípio do desamor, da vingança, do ódio e do malquerer, contrários às premissas do Amor.
13. Deus jamais abandonou seus filhos, que somente nos lembramos d’Ele na hora da dor, do desespero, da necessidade e que O precisamos. Se Deus permitiu que povos que o negam – os ateus e agnósticos – se colocassem em posições de vanguarda na ciência, não temos com isso a evidência de que Ele continua considerando esses povos como filhos de sua Criação, sem preconceitos ou racismo?
14. Todos deveríamos aspirar esclarecer o que a razão resiste em admitir como verdade, a exemplo da crendice sobre a existência de um inferno onde os pecadores são condenados ao fogo eterno, com passagem obrigatória no purgatório. Em que verdade esta afirmativa se fundamenta? Como se pode imaginar o espírito, que é imaterial, invisível e imortal e, por isso mesmo, incombustível, queimar e arder no “fogo” do inferno pelos seus pecados cometidos quando em matéria? Supondo que sim, que o espírito possa ser queimado sim, possa arder eternamente no fogo do inferno, que consequência útil ou prática teria tal suplício para a vida humana a condenação do espírito ao fogo eterno? Até quando a humanidade terá de seguir presa a uma crença que não se explica e nem tampouco se justifica, necessitando, portanto, de melhores explicações, interpretações insofismáveis e todo um sentido instrutivo, educacional e evolutivo?
15. É inconcebível que as falhas cometidas pelo homem devam ser saldadas com um martírio interminável, com um suplício perpétuo, eterno como é o espírito. A incomensurável dimensão cósmica de Deus, sua infinita bondade e misericórdia não comporta tamanha crueldade, que só pode caber na mente embotada pelo pragmatismo de teorias e idéias vãs de pessoas fanáticas e hereges que apregoam tal crença e sofisma e os utilizam para atemorizar seus adeptos e seguidores com tamanho disparate e blefe, como forma de coação, de chantagem emocional e psicológica e assédio religioso, para garantir a captura de adeptos e uma falsa fidelidade destes às suas igrejas, visto que se tornam “fieis” seguidores pelo medo dos castigos dos Céus e não verdadeiramente pelo respeito e temor à Deus, como deveríamos. Medo é o sentimento que se tem ante a noção de perigo iminente, real ou imaginário, ou de ameaça, coação ou chantagem. Temor é o sentimento de reverência e respeito que se tem a alguém pela eminência e elevado grau de ascensão sobre as pessoas. Portanto, não devemos ter medo de Deus, mas sim reverenciá-Lo e respeitá-Lo com o nosso temor.
16. Deus não pode ter criado a fenomenal máquina humana, o prodigioso ser humano para aniquilá-lo depois, de forma inexplicavelmente cruel, pois isso seria uma violação às suas próprias leis expressas, destinadas a regular a evolução do homem, que implicaria numa negação que a inteligência humana não pode absolutamente admitir. Deus criou o homem para que, mediante todas as sacudidas e experiências que acompanham sua passagem pelo mundo, ele aprenda a conduzir sua vida pela existência que lhe foi determinada, que presumimos não ter fim, pois o espírito é imortal.
17. As faltas que cometer, ele mesmo, por sua única e exclusiva conta, poderá, deverá e haverá de saldá-las. Eis aí o prodígio da lei da evolução, a qual, conscientemente interpretada e vivida, converte o homem em seu próprio redentor. Poderia haver algo mais maravilhoso, mais consolador e sublime para o homem do que sentir-se capaz de realizar, por si mesmo, uma tarefa tão edificante, cuja glória haverá também de lhe pertencer? Isto é melhor do que acumular faltas sobre faltas, confiando com fé cega – e em alguns casos com não pouca especulação – que alguém com poderes divinos possa nos absolver das culpas? Ou seja, vamos errar, praticar maldades aos nossos semelhantes à vontade, pois haveremos de ser absolvidos sem maiores conseqüências. Analisemos serenamente em qual dos dois casos o homem é mais digno de si, de seus semelhantes e de Quem o Criou e persevera em nos ajudar?
18. Deus não nos castiga pelos nossos erros e omissões e não tem interesse em nos castigar, mas sim fazer-nos despertar para uma nova consciência, ensinando-nos a amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Somos nós mesmos quem nos castigamos com os sofrimentos e tormentos que nos causamos quando nos sentimos vítimas dos erros cometidos. Deus já nos perdoou, nos outorgou esse perdão. O que precisamos é ativar no coração o nosso próprio perdão. A Lei do Karma diz que os nossos pecados serão quitados mediante sofrimentos – errou, pagou –, mas existe uma Lei Superior, embasada no princípio da compaixão – a Lei da Graça, à qual todos estamos sujeitos, dizendo que todos estaremos livres dos nossos “pecados” e erros no instante em que, autoconscientes, livres e espontaneamente nos arrependermos sinceramente e nos perdoarmos deles. O perdão nos exime do “castigo da vingança”, do sofrimento, pois quem não perdoa é vingativo, sofre, mas não nos livra da prestação de contas, das explicações para com Deus, por justiça com quem tem menos contas e explicações a prestar. Deus é justo e não vingativo, perdoa e, portanto, não nos castiga, mas alerta-nos quando não agimos corretamente.
19. Muito se tem falado da verdade revelada mas, afinal, que verdade revelada é essa que o homem não pode conhecer, que lhe é inacessível? A verdade revelada por Deus, a maior, a mais transcendental, é a sua própria Criação. Eis aí a grande verdade revelada! Dessa Criação, dessa verdade revelada por Deus, acessível a todas as mentes humanas, se desprendem os fios que conduzem a todas as outras verdades que, no seu devido tempo, também serão reveladas, quando o homem alcançar um nível melhor de consciência e evolução, tornando-se um ser desperto para a espiritualidade.
20. O homem que se propõe conhecer o que há dentro de uma montanha, que representa, hipoteticamente, uma pequeníssima parte da grande verdade, terá inevitavelmente de levar a cabo esse propósito penetrando-a em todas as suas entranhas com entendimento e ação, seguir seus veios, descobrir suas diversas camadas e jazidas. Se alguém lhe proibisse de fazer isso, assegurando-lhe que deve se contentar em apenas e tão-somente admirar a montanha, continuará ela sendo uma verdade revelada, porém uma verdade revelada em cujo fundo sua inteligência não penetra.
21. A mente humana tem livre acesso a todas as verdades, mas, para isso, deve seguir um rigoroso processo de adestramento mental e psicológico, um processo de cultura interior que lhe torne possível elevar-se até elas. Para o homem em pleno exercício de suas faculdades mentais e sua liberdade de consciência, não há dógma algum atrás do qual a verdade possa se manter oculta. Todas as faculdades da inteligência são pródigas quando utilizadas continuamente, mas as crenças não ativam seu exercício, muito pelo contrário, adormecem a inteligência e atuam como anestésicos e hipnóticos. Sejamos práticos e pragmáticos, deixando as “crenças” para os incrédulos.
22. A vida é pensamento e ação e se debilita, desfalece, morre quando a mente pára de pensar, quando a vontade se relaxa em função dessa imobilidade, quando as células se consomem, porque lhes falta a atividade que as reanima e estimula. As crenças são um meio de opressão, uma tirania imposta ao espírito humano, são a morte lenta do espírito, o qual, não podendo evoluir em cumprimento ao seu alto destino, se consome dia após dia, século após século. A morte é uma passagem de dimensão, ao tempo que “morremos” para a vida material, “nascemos”, voltamos para o plano espiritual. A separação só é ruim e mais sentida para aqueles que ficam na matéria. Apressemo-nos, pois, em nos preparar, evoluindo espiritualmente e despertando, pois a morte não dá apertos de mão e, quando ela vem ao nosso encontro, preparados ou não, a mão que ela segura, não solta jamais.
23. Fisicamente o homem é o que é pelo que come. Mas, intelectual e mentalmente, o homem é o que é pelo que pensa, lê e estuda. Se o inibirmos de pensar, se o colocarmos dentro de uma redoma de vidro para impedí-lo de pensar, que consciência poderá alcançar o homem sobre sua existência? Por acaso está o homem proibido de conhecer a verdade? Deus não pode tê-lo concebido para semelhante absurdo, nem condená-lo a ser um ente vulgar, um ser que não pensa, um homem cujo espírito está submetido à escravidão de uma crença. Por isso, devemos evoluir e firmar o nosso pensamento, ter bons pensamentos, para praticarmos o bem, boas ações e termos consciência suficiente para agirmos corretamente, de forma consciente.
24. Fé é para quem não acredita! Acreditar é para quem não sabe! Saber é uma dádiva Divina acessível a todos os seres humanos. Se quisermos conhecer e saber sobre a verdade, basta seguirmos nossa missão de vida direitinho, com amor, respeito e lealdade a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo. Então vamos saber quem somos nós, conhecer-nos por dentro e por fora, vamos conhecer o nosso próximo, vamos conhecer a Deus e o seu Amor, porque a linguagem espiritual é um idioma universal e eterno. Assim, seremos conhecedores da vida eterna. Não devemos simplesmente crer em Deus, mas também devemos conhecê-Lo, sentí-Lo e empenhar-nos em nos aproximar d’Ele pelo conhecimento e saber, pois assim saberemos amar ao próximo como a nós mesmo, ainda que tenhamos pensamentos, idéias, gostos, afinidades divergentes dos nossos semelhantes, ou nao coincidentes.
25. Cada ser humano é constituído por uma alma e um espírito e possui uma psicologia diferente e peculiar, ou seja, uma psicologia individual. Por que, então, tem-se insistido durante séculos em mudar o rumo que a humanidade devia seguir, adormecendo-a com crenças, crendices e equívocos? Desdenhar ou, pior ainda, execrar os que fazem uso legítimo da razão para discernir o justo do injusto, a verdade da não-verdade, é transgredir as Leis Universais, é ofender a vontade de Deus, que instituiu essa faculdade para que o homem alcançasse a elevação mental, moral e espiritual, que corresponde à sua condição humana.
26. Ultimamente, a Ciência, assim como os Filósofos, anda em busca da razão da existência do Universo, da Criação, pois, veladamente, anda em busca de um Criador, embora isso não possa reconhecer, porque a CRIAÇÃO é algo que foge à “Razão Científica”. O Universo, o Cosmo, enfim, a Criação é uma obra inteligentíssima, divinamente Divinal, que transcende a mais genial inteligência humana. O planeta é muito grande e possui riquezas incomensuráveis e inimagináveis, mas ignoramos tudo isso. Pretensiosamente o homem com sua ciência prefere buscar conhecer o Universo e sua origem, infinitamente maior que o nosso planeta, do que conhecê-lo melhor, melhorar o seu habitat para crescermos mais saudáveis e melhor desenvolvermos nossas faculdades ainda não efetivamente utilizadas, como a mental e todo o seu potencial. Sem Deus a ciência não poderá jamais completar os seus estudos, muito menos conclusões, sobre a origem do Universo, da Matéria e do próprio homem. Os motivos pelos quais os cientistas não admitem a existência de Deus não lhes garantem o direito de querer provar que o Criador é uma realidade palpável pelos sentidos humanos, querendo encontrar provas materialmente palpáveis de Sua Existência.
27. Enquanto não houver interação, integração, uma perfeita sincronia entre a Ciência (conhecimento), a Filosofia (sabedoria) e a Religião (existência Divina), ficando a Ciência presa a um materialismo cético, a Religião enclausurada nas masmorras dogmáticas da fé e a Filosofia presa à correntes do ateísmo e agnosticismo, teremos cientistas incrédulos e materialistas, religiosos hipócritas, intolerantes, beatos, fanáticos e desequilibrados e filósofos pessimistas e alienados, que futilizam a metafísica e se acham pretensiosamente os verdadeiros deuses com suas descobertas e criações.
28. A Criação é mantida sob o comando absoluto e eterno de Deus, seu Criador, que é a inteligência Suprema, inteligência cósmica imanente, causa primária e absoluta de tudo e de todas as coisas. Para os cientistas, aceitar a existência de Deus seria o fim da ciência, da cosmologia e da astrofísica, para quem Deus é apenas e tão-somente uma “hipótese teológica”, “um jogador de dados”, “uma crença religiosa”, e buscam desvendar os enigmáticos e misteriosos segredos de um Universo ateu, sem ao menos desconfiar que dependem de Deus, o Grande Arquiteto do Universo Sideral, para saber que os mistérios somente os são para quem os desconhecem e que Deus, somente Deus, sabe de todos os ditos mistérios que a ciência busca desvendar, sem humildade, sem ética, muitas vezes até com desrespeito, arrogância e pretensão. Enigmático apenas para aqueles que não têm conhecimento suficiente para decifrá-lo, mas cujo enígma é Deus quem o faz e pode desfazê-lo ou refazê-lo quando e quantas vezes assim o desejar para mostrar ao arrogante e insensível homem que quem manda e autoriza as descobertas de todo e qualquer conhecimento científico no Universo é Ele, segundo nosso comportamento, capacidade, evolução e merecimento.
29. Se o progresso moral e ético estão muito atrasados em comparação ao avanço material, isto se deve à hipertrofia do pensamento científico, religioso e filosófico quanto à exata concepção da existência de Deus, que está diante de nossos olhos que insistem em não querer contemplá-lo. Deus está presente mesmo nas situações mais difíceis em que se nos apresentam sem esperanças e Sua presença não depende de nós a percebermos ou não. Na lembrança da presença de Deus é que reside o nosso poder de abdicarmos de nossos abusos e equívocos do passado e abrir a porta do entendimento para vê-los de um novo prisma e renovar nossas vidas, pois, por incrível que possa parecer, Deus está dentro de cada um de nós e não precisamos buscá-Lo em outros lugares fora da gente e tão longe.
30. A ignorância e o sentido que damos à vida, na maior parte do tempo ocupados com afazeres que nada ou quase nenhum valor agregam ao nosso conhecimento e crescimento espiritual, perpetuam o nosso sofrimento e tristeza, em condições inferiores de consciência. Cabe ao homem como sua tarefa na criação e evolução da espécie e de si mesmo, desenvolver-se em sabedoria, conhecimento, intelectualidade e espiritualidade, mediante o conhecimento dos princípios subjacentes à natureza. Todos devemos iniciar nos estudos do Conhecimento Universal e Ensinamentos Superiores do Universo, pois a sabedoria é uma conquista interior, fruto de contínua observação, de reflexões íntimas, de um estado de alma, enfim. O Saber é um Bem Supremo, uma dádiva Divina, pois Deus escreve certo por linhas certas, nós é que vemos e entendemos tortos os seus sinais e alertas e as suas orientações e ainda temos a coragem e desfaçatez de dizer que Ele escreve certo por linhas tortas. Tortos somos nós que falamos e pensamos dessa forma.
31. Finalmente, desejo um feliz Natal em família e um Próspero Ano Novo, repleto de muitas felicida-des e alegrias e grandes realizações, almejando que Deus nos conceda, conforme sua vontade, segundo o nosso merecimento, um novo ano vindouro cheio de muita paz, amor, harmonia e justiça, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia e graça Divinas, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando a justiça, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e o amor universal, para a elevação e o despertar da nossa consciência, em busca do Conhecimento Superior.
São os sinceros Votos de
Francisco Ribeiro Nogueira e Família
NATAL/2000 - UM CONVITE À REFLEXÃO
Brasília (DF), Dezembro/2000
Ano Santo Jubilar
Final do 2º Milênio da Era Cristã
NATAL/2000 - UM CONVITE À REFLEXÃO
1. Por que havemos de odiar e desprezar aos nossos semelhantes? O egoísmo, a vaidade e o orgulho são mal que afligem a humanidade. O poder é uma doença que conturba e transtorna as pes-soas e as nações! Neste mundo existe lugar ao sol para todos. A terra (Natureza), que é boa, fértil e possui riquezas naturais incomensuráveis e inimagináveis, pode prover todas as nossas necessidades para sobrevivermos saudáveis e felizes. Basta sermos gratos e zelarmos por esta dádiva Divina que é a Natureza, da qual pouco ou quase nada conhecemos, nos interessamos e usufruimos.
2. O ódio, o egoísmo, o desprezo, a arrogância, a ganância, a vaidade e o orgulho, o desrespeito às pessoas, aos Direitos Humanos, à Auto-Determinação dos Povos e à Soberania da Nações, o po-der e a prepotência são sentimentos, atitudes e vícios que corroem o coração dos seres humanos e afligem a humanidade, desencadeando e perpetrando ódio, guerras, desarmonias, desentendimentos, desamores, desafetos, desesperos, calamidades, destruições no mundo todo, enfim, um ciclo pernicio-so tanto para nós que vivemos no mundo atual, no final do segundo milênio da era cristã, como para os nossos descendentes e semelhantes que nascerão nas próximas gerações e farão parte da história da humanidade.
3. Violência gera violência, já dizia um dos grandes mestres da fraternidade mundial: Mahatma Ghandi. Ódio gera ódio. Somente o amor, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e a educação, em todos os ângulos do conhecimento, serão capazes de mudar e melhorar o mundo em que vivemos, onde estamos de passagem para cooperarmos com as obras de Deus, crescermos e evoluirmos em todos os ramos do conhecimento universal, purificarmo-nos na busca da integridade material, moral, ética e espiritual e seguirmos na grande viagem espiritual para a felicidade suprema na eternidade, ao lado do nosso Pai Celestial, Supremo Criador: Deus Pai, Todo-Poderoso.
4. O mundo em que vivemos é muito grande e possui riquezas incomensuráveis e inimagináveis, mas ignoramos tudo isso. Pretensiosamente preferimos buscar conhecer o Universo e sua origem, infinitamente maior que o nosso planeta, do que conhecê-lo melhor para desenvolvermos e explorar-mos as belezas e riquezas potenciais de alimentos para uma vida saudável, tranqüila e de bem-estar. A terra é uma grande escola para todos nós e temos a obrigação de ensinar os caminhos do bem a todos e jamais destruir as obras do nosso Criador. A Natureza é perfeita, tem tudo a nos oferecer para suprir todas as nossas necessidades por toda nossa existência, inclusive com remédios fitoterápi-cos para cura definitiva ou estagnação de doenças, mas não somos responsáveis e nem dignos Dela, pois estamos a destruí-la no nosso dia-a-dia e, como num ato suicida, de auto-destruição, estamos caminhando para um colapso na perpetuação do nosso planeta terra, que está agonizando, e das di-versas formas e espécies de vida nele existentes. Os excessos egoístas e tacanhos do homem e a sua tentativa de subjugar a natureza prenunciam um futuro sombrio para o planeta em que habitamos.
5. Estamos matando os nossos irmãos com as guerras, promovendo a discórdia entre as na-ções, faturando rios de dinheiro com a venda e utilização de armas letais – químicas, biológicas e nu-cleares – e contrabando de drogas, destruindo de forma irreversível as riquezas naturais do planeta, seus ecossistemas e biodiversidades, dos quais dependemos para sobreviver, com a contaminação de rios, lençóis freáticos e mananciais de água potável, a poluição da atmosfera com fumaças de fábricas, queimadas e motores diversos, o uso de agrotóxicos, depósitos de lixos nucleares e radioativos, va-zamentos de petróleo e outros produtos químicos e nucleares nos rios, mares e oceanos, exterminan-do algumas espécies da fauna e flora da Criação Divina e, o que é pior, inacreditável e inconcebível, com a detonação de bombas atômicas, nucleares, bacteriológicas, de hidrogênio, de Hélio etc., no afã da conquista do poder materialista, o que podem determinar, num futuro próximo, a desintegração a-tômica, a pulverização, a total exterminação da raça humana e do seu habitat, sem deixar qualquer sinal de sua existência neste planeta, sequer um rastro de poeira cósmica no Universo que compomos.
6. Todos somos seres da criação de Deus, inclusive os animais, mas, para sermos filhos, preci-samos seguir as Leis Divinas, do Nosso Pai Criador, inclusive e principalmente as leis da natureza. Os animais irracionais vivem e convivem no mesmo ambiente e não destroem a natureza, apenas se utilizam e beneficiam do que Ela lhes oferece para a sobrevivência e perpetuação da espécie, consu-mindo apenas aquilo de que necessitam para se manterem vivos, sem excessos nem desperdícios. A única lei que “conhecem”, seguem e respeitam à risca é a lei da sobrevivência, imposta pela própria natureza, devido às condições do habitat em que vivem, invadido e ameaçado pelos humanos. Orga-nizam-se, criam e definem suas próprias regras de convívio em casais, famílias, grupos, manadas etc., dando-nos um belíssimo exemplo de organização, vida comunitária, respeito às suas próprias leis e harmonia com a natureza.
7. Conscientizemo-nos, pois, do nosso papel como seres humanos, únicos seres da criação do-tados de racionalidade, consciência e sentimentos, fazendo uso da razão e emoções, façamos uma reflexão, um minuto de concentração e meditação, um exame de consciência: será que estamos agin-do de acordo com as Leis Divinas? Estamos amando e respeitando os nossos irmãos e semelhantes do jeito que eles são, sem desprezá-los? Estamos nos preocupando com os nossos irmãos, pratican-do o amor, a caridade, a solidariedade e a fraternidade universal? Estamos respeitando a Mãe Natu-reza e suas Leis, preservando, conservando e protegendo seus recursos naturais, dos quais depen-demos e nos beneficiamos? Estamos agindo sem corrupção, sem usura, sem ódio, sem egoísmo, sem arrogância, sem ganância, sem desprezo, sem prepotência, sem traição, sem vaidade, sem orgu-lho, sem luxúria, com justiça para com os nossos semelhantes e sem desrespeito às pessoas e aos Direitos Humanos?
8. Devemos, pois, praticar a caridade, a solidariedade, a fraternidade, sermos honestos conosco mesmo e com os nossos semelhantes, amarmos uns aos outros como irmãos de uma verdadeira e grande família fraterna que somos, pois, afinal, somos todos filhos da mesma Criação do Pai Celestial, Supremo Criador e Mantenedor do Universo, que tudo pode e nada sem Ele é possível. Enfim, deve-mos amar sem restrição os nossos semelhantes e aceitá-los sem julgamentos e críticas como eles são. A nossa personalidade, assim como o nosso corpo, é um veículo da nossa evolução pessoal. Portanto, devemos primar pelos valores éticos, morais e de caráter.
9. Vamos, cada um de nós, fazer a nossa parte e cumprir com o nosso dever fraterno, ajudando aos nossos irmãos. Se fazer a nossa parte for uma gota no oceano de nossas realizações, sem essa gota certamente este oceano será menor, pois ela pode até mesmo ser um oceano, sim, para muitos de nós, que precisamos uns dos outros! Reflitamos, pois, e verifiquemos se esta não é a gota que falta em nossas vidas: ajudar ao próximo de forma espontânea, voluntária, gratuita e verdadeira, ainda que seja com um simples gesto de humildade e solidariedade, um sorriso amigo ou uma palavra de consolo, conforto e esperança. Conhecedores da importância de Deus em nossas vidas, sabemos o quão importante é a colaboração de todos, principalmente de quem pode ou sabe mais, aos mais necessitados e carentes de ajuda.
10. O Comandante Supremo é sempre Deus, que na sua infinita bondade e misericórdia enviou filhos iluminados como Jesus Cristo (para os cristãos), Maomé (para os muçulmanos), Krishna (para os indianos), Buda (para os asiáticos) etc., para nos transmitir mensagens de paz e amor, ensinamen-tos e o caminho que nos conduzirá a Ele, nosso Criador, o Grande Arquiteto do Universo. Deus ja-mais abandonou seus filhos, que somente nos lembramos Dele na hora da dor, do desespero, das aflições e necessidades. Somos ingratos, mas, mesmo assim, Ele, na sua infinita bondade e miseri-córdia, nos fez criaturas humanas, racionais, dotadas de inteligência, razão, discernimento, consciên-cia, equilíbrio, vontades, desejos, sentimentos, emoções e, inclusive, livre-arbítrio, para acreditarmos ou não na existência d’Ele. Os que não acreditam Nele são ateus ou agnósticos e não foi por acaso que assim os fez, pois “o acaso” é o pseudônimo de Deus.
11. Como seres humanos e cristãos que somos, independentemente do credo ou convicção reli-giosa que professamos, na qualidade de habitantes da terra e responsáveis pela evolução da humani-dade e sua continuidade no planeta, temos a obrigação de disseminar o conhecimento universal aos nossos semelhantes e o dever moral e ético de praticar o bem e as boas virtudes como o perdão, o agradecimento, a proteção, o hábito da oração e a comunhão com a Natureza, conforme melhor des-critas nos itens a seguir.
12. O Perdão, que é um ato de clemência, misericórdia, benevolência, complacência, bondade, compaixão, extrema beleza, desprendimento e extrema virtude de quem o concede, perdoando seu semelhante, e serve para absolvição, desculpa e remissão de pecados, penas, culpas, ofensas, mal-dades, dívidas etc. de quem é perdoado. É também um ato de humildade, respeito, modéstia, sub-missão e reverência de quem o solicita. A oração Pai-Nosso já suplica: “...perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...” e a oração de São Francisco anuncia: “...é perdoando que se é perdoado...”.
13. Portanto, devemos ser misericordiosos, benevolentes, complacentes e bondosos praticando o ato do perdão, concedendo-o a quem nos ofende e dele necessita, independentemente de nos ser solicitado. Igualmente, devemos ser humildes e pedir perdão às pessoas a quem devemos e ofende-mos por pensamentos, palavras, atitudes, ações ou omissões. A misericórdia tem o poder Divinal de suspender os efeitos do sofrimento do devedor, ofensor ou pecador, pois é um ato de ajuda à quem necessita, do ofendido à quem ofendeu. Por isso, quando temos a misericórdia de alguém e o ajuda-mos, a pessoa se sente mais aliviada em sua vida e a recomeça mais rápido. A misericórdia é uma necessidade de quem sofre as conseqüências de seus erros e, portanto, é solicitada. Todavia, a Gra-ça Divina é uma bênção que alcançamos, conquistamos por merecimento, em função das ações que praticamos em vida. Ou seja, a Misericórdia é uma necessidade enquanto que a Graça é uma dádiva.
14. Devemos, diariamente, reconhecer e assumir os nossos erros e falhas, arrepender-nos humil-demente por tê-los cometido, confessá-los à Deus e pedir-lhe o seu perdão e a sua proteção para que não mais os cometamos, dizendo: “Senhor Jesus, Senhor meu Deus, reconheço, assumo e vos con-fesso os meus pecados, os quais já os sabeis, suplicando-vos que me perdoe por tê-los cometido e me proteja para que eu não mais os cometa. Amém, Jesus, Maria e José!”.
15. Sempre que ofendermos alguém de alguma forma, ainda que por omissão, ou com ele esti-vermos em dívida, devemos reconhecer e assumir os nossos pecados, culpas, maldades, dívida ou ofensas, conforme o caso, e arrepender-nos humildemente por tê-los cometidos ou nos omitidos de ajudá-los quando mais precisaram e pedir-lhes desculpas e perdão por todas as nossas ofensas, erros e omissões cometidos.
16. Agradecimento: Devemos diariamente, ao levantar e ao deitar, agradecer à Deus pelo Dia que tivemos e pela Noite que iremos dormir, juntamente com nossos familiares, entes queridos, parentes e amigos, conforme a seguir:
a) Ao levantar: “Obrigado Senhor Jesus, muito obrigado Senhor meu Deus, Pai Celestial, Su-premo Criador, agradeço-vos com o meu muito obrigado pela traquila e bem dormida noite que tivemos eu e meus familiares e por este lindo e maravilhoso dia que se inicia com mui-ta luz, vida e saúde para todos nós. Peço-vos que nos conceda um dia cheio de muita paz, amor e harmonia, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emo-cional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia Divina, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando o amor, a justiça, a caridade, a solidariedade e a fraternidade universal, e alcancemos a Graça de Deus com uma Bênção Divina. Amém, Jesus, Maria e José!”;
b) Ao deitar: “Obrigado Senhor Jesus, muito obrigado Senhor meu Deus, Pai Celestial, Su-premo Criador, agradeço-vos com o meu muito obrigado pelo lindo e maravilhoso dia que tivemos eu e meus familiares, com muita luz, vida e saúde para todos nós e por esta linda e traquila noite que se inicia com muita paz e sossego junto ao meus entes queridos. Pe-ço-vos que nos conceda uma noite cheia de muita paz, amor e harmonia, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia Divina, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando o amor, a justiça, a caridade, a solidariedade e a fraternidade universal, e alcancemos a Graça de Deus com uma Bênção Divina. A-mém, Jesus, Maria e José!”.
17. Proteção: Sempre que sairmos de casa e nos deslocarmos num trajeto, por mais tranquilo que este possa ser ou parecer, devemos pedir a proteção de Deus, rogando-vos para que o nosso percur-so transcorra na mais perfeita ordem, paz, harmonia e tranquilidade e cheguemos ao nosso destino em paz e salvamento, são e salvos, dizendo: “Deus me guie, me ilumine e me proteja no trajeto que farei e me leve ao meu destino em Paz e Salvamento. Amém, Jesus, Maria e José!”.
18. Hábito da Oração: O coração humano anseia instintivamente por comunhão com Deus, Pai Celestial, Supremo Criador. Desejamos nos comunicar com o nosso Criador. A oração é um meio de comunicação com Ele, é uma forma de nos comunicar com Deus, de falar-Lhe e ouví-Lo, enfim, de conversar com Ele e pedir ajuda para resolver os nossos problemas, de transformar nossas vidas. Orar é ficar de frente com Deus e conversar com Ele. A oração estabelece e aprofunda nosso relacio-namento pessoal com Deus. Na oração o homem se encontra com Deus e consigo mesmo, enxerga sua própria realidade sob o ângulo Divino. A oração alimenta o sentido da vida humana, da existência e é, antes de mais nada, vida pura. Nossa vida deve ser uma constante oração, um eterno louvor à Deus, nosso Criador. A oração é o alimento da nossa alma, sem ela ficaremos fracos e famintos, sem forças para suportarmos a nossa tarefa-missão na terra.
19. Desse modo, devemos sempre cultivar o salutar e edificante hábito da oração pois, assim co-mo sentimos fome, sede e temos necessidade de nos alimentarmos, nosso espírito também sente falta e necessita de oração. O alimento do espírito é a Prece, a Oração, que nos fortalece e nos revigora sempre que oramos/rezamos. Como bons cristãos, devemos sempre perseverar no hábito da oração, orando conforme a seguir:
a) diariamente, fazer uma corrente de oração, ao seu próprio modo, em intenção do nosso an-jo de guarda;
b) diariamente, fazer uma corrente de oração, ao seu próprio modo, em intenção e benefício dos nossos entes queridos, parentes e amigos;
c) diariamente, rezar um terço em intenção da Paz Universal, no mundo, em seus países e entre eles, nos planetas e contra as guerras;
d) pelo menos uma vez ao mês, rezar uma missa em intenção de todos os seres desencarna-dos na Humanidade; e
e) pelo menos uma vez ao mês, rezar o Santo Rosário (três terços) em intenção e benefício da humanidade, pelo seu conhecimento, evolução e continuidade.
20. Comunhão com a Natureza: devemos preservar a Natureza e todos os seus recursos naturais – a água: os igarapés, os rios, os mares e oceanos, os lençóis freáticos, não desperdiçando água nas torneiras, vazamentos e lavagens desnecessárias, não derramando óleos combustíveis nos meios fluviais, não desmatando as matas ciliares; o ar e a atmosfera: não poluindo com fumaças de queima-das e outras formas de combustão; a terra e os minerais: não provocar erosões em busca de riquezas minerais como ouro, prata, pedras preciosas, carvão, gás, petróleo etc., que podem provocar o dese-quilíbrio da pressão atmosférica do planeta, selecionar lixos para não sujar, não poluir, nem contaminar o meio-ambiente, praticar a criação de animais de forma sustentável, principalmente a pecuária, evi-tando a compactação e ressecamento do solo e sua conseqüente desmineralização e desertificação, prejudicial à vida de qualquer ecossistema; a flora e a fauna: praticar o reflorestamento permanente-mente, não cortar árvores desnecessariamente e se o fizer replantá-las, não fazer queimadas, princi-palmente aquelas que possam fugir ao nosso controle e incendiar florestas e matar muitos animais indefesos, prejudicando a fauna, a flora e outros reinos, ricos e abundantes, que estão à nossa dispo-sição, e não fazer guerras, que só destroem a natureza e sua contida humanidade. Tudo isso certa-mente alterará nossa qualidade de vida e as condições de sobrevivência no planeta, causando secas com a mudança gradativa da temperatura, aumentando o nível das águas dos mares e oceanos com o degelo das regiões glaciais, o “tempo” ficará cada vez mais violento e serão intensificados os ventos (furacões, tufões, vendavais, maremotos, terremotos, ciclones etc.), as chuvas e suas conseqüências (enchentes, alagações, desabamentos de prédios e residências, desbarrancamentos etc.), os trovões e suas descargas elétricas perigosas, as tempestades de vento, de granizos e até de pragas, agravan-do os problemas nas plantações e suas colheitas, causando escassez de alimentos e elevação dos preços e piorando a sobrevivência da humanidade.
21. Assim, devemos praticar o Amor Universal e não o ódio, a atenção, cumplicidade, solidarieda-de, caridade e a ajuda mútua em vez do desprezo, difundir a paz, a harmonia, o amor, a verdade e a justiça, pois, se alguns não foram punidos pelos seus atos desunamos e atrozes contra a humanidade, com certeza não ficarão impunes perante as Leis Divinas: o perdão será apenas um atenuante, pois, mesmo perdoados, prestarão contas dos seus erros e omissões de ajuda, terão que se explicar peran-te Deus. O perdão apenas nos exime do castigo da vingança, pois quem não perdoa é vingativo, mas jamais nos livra da prestação de contas, das explicações, até mesmo por questão de justiça com quem tem menos contas e explicações a prestar. Deus não é, jamais foi ou será vingativo, perdoa-nos a todos e, portanto, não castiga ninguém, mas alerta-nos quando não agimos corretamente.
22. A assertiva ideal seria: Por que odiar e desprezar aos nossos irmãos e semelhantes se pode-mos amá-los, ajudá-los e, juntos, sermos felizes? Por que sermos egoístas, vaidosos, orgulhosos e desumanos se podemos compartilhar tudo com os nossos irmãos, solidariamente? Por que lutarmos pelo poder material, que é passageiro e não levamos conosco, pois dura enquanto vivemos, quando podemos ter um Poder Eterno e infinitamente maior: a fé em Deus, que tudo pode nos propocionar, e o amor que é a “arma” mais poderosa e move tudo no universo? Porque destruir a Natureza se dela precisamos e dependemos para sobrevivermos e devemos preservá-la em nosso próprio benefício? Vale à pena refletirmos, pois nunca é tarde para mudanças, principalmente quando estas mudanças nos proporcionam crescimento pessoal e espiritual!
23. Às vezes, precisamos deixar o orgulho e a vaidade de lado e recorrer à ajuda de outras pes-soas, ainda que não as gostamos ou as simpatizamos, para que possamos então fazer algo efetiva-mente por alguém: esta atitude se chama amor. Cabe às pessoas a quem recorremos fazer o possí-vel para ajudar ao próximo, ao que chamamos solidariedade. Coloquemo-nos no lugar dessas pesso-as que recorreram a nós e façamos nossa parte, pois isso se chama consciência. Se ninguém nos procurar pedindo-nos ajuda, ainda assim, tomemos a iniciativa de ajudar aos nossos semelhantes, sem que nos solicitem, pois, às vezes, estão sem forças e sem condições (física, moral, mental, psico-lógica, emocional, espiritual etc.) ou impossibilitados de nos pedir qualquer auxílio ou socorro. Este ato espontâneo e voluntário é a Fraternidade Universal.
24. Conhecê-lo, caro amigo, foi o melhor dos últimos acontecimentos, mas conquistar e manter a sua sincera e especial amizade, verdadeira, sincera, franca e aberta está sendo melhor ainda e convi-ver com alguns no dia-a-dia é um grande prazer e motivo de muitas alegrias e grande satisfação. Que a luz que se acendeu no dia dos nossos nascimentos possa iluminar não somente os nossos cami-nhos, mas também os de todos os nossos familiares, entes queridos, parentes e amigos, enfim, de todos os nossos semelhantes existentes na humanidade.
25. Finalmente, é com grande carinho e satisfação que lhes desejo do fundo do coração um feliz Natal e um Próspero Ano Novo, repleto de muitas felicidades alegrias e grandes realizações, almejan-do que Deus nos conceda, conforme sua vontade, segundo o nosso merecimento, um novo ano, sécu-lo e milênio vindouro cheio de muita paz, amor, harmonia e justiça, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia e graça Divinas, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, pra-ticando a justiça, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e o amor universal, para a elevação e o despertar da nossa consciência, em busca do Conhecimento Superior.
São os sinceros Votos de
Francisco Ribeiro Nogueira e Família
Ano Santo Jubilar
Final do 2º Milênio da Era Cristã
NATAL/2000 - UM CONVITE À REFLEXÃO
1. Por que havemos de odiar e desprezar aos nossos semelhantes? O egoísmo, a vaidade e o orgulho são mal que afligem a humanidade. O poder é uma doença que conturba e transtorna as pes-soas e as nações! Neste mundo existe lugar ao sol para todos. A terra (Natureza), que é boa, fértil e possui riquezas naturais incomensuráveis e inimagináveis, pode prover todas as nossas necessidades para sobrevivermos saudáveis e felizes. Basta sermos gratos e zelarmos por esta dádiva Divina que é a Natureza, da qual pouco ou quase nada conhecemos, nos interessamos e usufruimos.
2. O ódio, o egoísmo, o desprezo, a arrogância, a ganância, a vaidade e o orgulho, o desrespeito às pessoas, aos Direitos Humanos, à Auto-Determinação dos Povos e à Soberania da Nações, o po-der e a prepotência são sentimentos, atitudes e vícios que corroem o coração dos seres humanos e afligem a humanidade, desencadeando e perpetrando ódio, guerras, desarmonias, desentendimentos, desamores, desafetos, desesperos, calamidades, destruições no mundo todo, enfim, um ciclo pernicio-so tanto para nós que vivemos no mundo atual, no final do segundo milênio da era cristã, como para os nossos descendentes e semelhantes que nascerão nas próximas gerações e farão parte da história da humanidade.
3. Violência gera violência, já dizia um dos grandes mestres da fraternidade mundial: Mahatma Ghandi. Ódio gera ódio. Somente o amor, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e a educação, em todos os ângulos do conhecimento, serão capazes de mudar e melhorar o mundo em que vivemos, onde estamos de passagem para cooperarmos com as obras de Deus, crescermos e evoluirmos em todos os ramos do conhecimento universal, purificarmo-nos na busca da integridade material, moral, ética e espiritual e seguirmos na grande viagem espiritual para a felicidade suprema na eternidade, ao lado do nosso Pai Celestial, Supremo Criador: Deus Pai, Todo-Poderoso.
4. O mundo em que vivemos é muito grande e possui riquezas incomensuráveis e inimagináveis, mas ignoramos tudo isso. Pretensiosamente preferimos buscar conhecer o Universo e sua origem, infinitamente maior que o nosso planeta, do que conhecê-lo melhor para desenvolvermos e explorar-mos as belezas e riquezas potenciais de alimentos para uma vida saudável, tranqüila e de bem-estar. A terra é uma grande escola para todos nós e temos a obrigação de ensinar os caminhos do bem a todos e jamais destruir as obras do nosso Criador. A Natureza é perfeita, tem tudo a nos oferecer para suprir todas as nossas necessidades por toda nossa existência, inclusive com remédios fitoterápi-cos para cura definitiva ou estagnação de doenças, mas não somos responsáveis e nem dignos Dela, pois estamos a destruí-la no nosso dia-a-dia e, como num ato suicida, de auto-destruição, estamos caminhando para um colapso na perpetuação do nosso planeta terra, que está agonizando, e das di-versas formas e espécies de vida nele existentes. Os excessos egoístas e tacanhos do homem e a sua tentativa de subjugar a natureza prenunciam um futuro sombrio para o planeta em que habitamos.
5. Estamos matando os nossos irmãos com as guerras, promovendo a discórdia entre as na-ções, faturando rios de dinheiro com a venda e utilização de armas letais – químicas, biológicas e nu-cleares – e contrabando de drogas, destruindo de forma irreversível as riquezas naturais do planeta, seus ecossistemas e biodiversidades, dos quais dependemos para sobreviver, com a contaminação de rios, lençóis freáticos e mananciais de água potável, a poluição da atmosfera com fumaças de fábricas, queimadas e motores diversos, o uso de agrotóxicos, depósitos de lixos nucleares e radioativos, va-zamentos de petróleo e outros produtos químicos e nucleares nos rios, mares e oceanos, exterminan-do algumas espécies da fauna e flora da Criação Divina e, o que é pior, inacreditável e inconcebível, com a detonação de bombas atômicas, nucleares, bacteriológicas, de hidrogênio, de Hélio etc., no afã da conquista do poder materialista, o que podem determinar, num futuro próximo, a desintegração a-tômica, a pulverização, a total exterminação da raça humana e do seu habitat, sem deixar qualquer sinal de sua existência neste planeta, sequer um rastro de poeira cósmica no Universo que compomos.
6. Todos somos seres da criação de Deus, inclusive os animais, mas, para sermos filhos, preci-samos seguir as Leis Divinas, do Nosso Pai Criador, inclusive e principalmente as leis da natureza. Os animais irracionais vivem e convivem no mesmo ambiente e não destroem a natureza, apenas se utilizam e beneficiam do que Ela lhes oferece para a sobrevivência e perpetuação da espécie, consu-mindo apenas aquilo de que necessitam para se manterem vivos, sem excessos nem desperdícios. A única lei que “conhecem”, seguem e respeitam à risca é a lei da sobrevivência, imposta pela própria natureza, devido às condições do habitat em que vivem, invadido e ameaçado pelos humanos. Orga-nizam-se, criam e definem suas próprias regras de convívio em casais, famílias, grupos, manadas etc., dando-nos um belíssimo exemplo de organização, vida comunitária, respeito às suas próprias leis e harmonia com a natureza.
7. Conscientizemo-nos, pois, do nosso papel como seres humanos, únicos seres da criação do-tados de racionalidade, consciência e sentimentos, fazendo uso da razão e emoções, façamos uma reflexão, um minuto de concentração e meditação, um exame de consciência: será que estamos agin-do de acordo com as Leis Divinas? Estamos amando e respeitando os nossos irmãos e semelhantes do jeito que eles são, sem desprezá-los? Estamos nos preocupando com os nossos irmãos, pratican-do o amor, a caridade, a solidariedade e a fraternidade universal? Estamos respeitando a Mãe Natu-reza e suas Leis, preservando, conservando e protegendo seus recursos naturais, dos quais depen-demos e nos beneficiamos? Estamos agindo sem corrupção, sem usura, sem ódio, sem egoísmo, sem arrogância, sem ganância, sem desprezo, sem prepotência, sem traição, sem vaidade, sem orgu-lho, sem luxúria, com justiça para com os nossos semelhantes e sem desrespeito às pessoas e aos Direitos Humanos?
8. Devemos, pois, praticar a caridade, a solidariedade, a fraternidade, sermos honestos conosco mesmo e com os nossos semelhantes, amarmos uns aos outros como irmãos de uma verdadeira e grande família fraterna que somos, pois, afinal, somos todos filhos da mesma Criação do Pai Celestial, Supremo Criador e Mantenedor do Universo, que tudo pode e nada sem Ele é possível. Enfim, deve-mos amar sem restrição os nossos semelhantes e aceitá-los sem julgamentos e críticas como eles são. A nossa personalidade, assim como o nosso corpo, é um veículo da nossa evolução pessoal. Portanto, devemos primar pelos valores éticos, morais e de caráter.
9. Vamos, cada um de nós, fazer a nossa parte e cumprir com o nosso dever fraterno, ajudando aos nossos irmãos. Se fazer a nossa parte for uma gota no oceano de nossas realizações, sem essa gota certamente este oceano será menor, pois ela pode até mesmo ser um oceano, sim, para muitos de nós, que precisamos uns dos outros! Reflitamos, pois, e verifiquemos se esta não é a gota que falta em nossas vidas: ajudar ao próximo de forma espontânea, voluntária, gratuita e verdadeira, ainda que seja com um simples gesto de humildade e solidariedade, um sorriso amigo ou uma palavra de consolo, conforto e esperança. Conhecedores da importância de Deus em nossas vidas, sabemos o quão importante é a colaboração de todos, principalmente de quem pode ou sabe mais, aos mais necessitados e carentes de ajuda.
10. O Comandante Supremo é sempre Deus, que na sua infinita bondade e misericórdia enviou filhos iluminados como Jesus Cristo (para os cristãos), Maomé (para os muçulmanos), Krishna (para os indianos), Buda (para os asiáticos) etc., para nos transmitir mensagens de paz e amor, ensinamen-tos e o caminho que nos conduzirá a Ele, nosso Criador, o Grande Arquiteto do Universo. Deus ja-mais abandonou seus filhos, que somente nos lembramos Dele na hora da dor, do desespero, das aflições e necessidades. Somos ingratos, mas, mesmo assim, Ele, na sua infinita bondade e miseri-córdia, nos fez criaturas humanas, racionais, dotadas de inteligência, razão, discernimento, consciên-cia, equilíbrio, vontades, desejos, sentimentos, emoções e, inclusive, livre-arbítrio, para acreditarmos ou não na existência d’Ele. Os que não acreditam Nele são ateus ou agnósticos e não foi por acaso que assim os fez, pois “o acaso” é o pseudônimo de Deus.
11. Como seres humanos e cristãos que somos, independentemente do credo ou convicção reli-giosa que professamos, na qualidade de habitantes da terra e responsáveis pela evolução da humani-dade e sua continuidade no planeta, temos a obrigação de disseminar o conhecimento universal aos nossos semelhantes e o dever moral e ético de praticar o bem e as boas virtudes como o perdão, o agradecimento, a proteção, o hábito da oração e a comunhão com a Natureza, conforme melhor des-critas nos itens a seguir.
12. O Perdão, que é um ato de clemência, misericórdia, benevolência, complacência, bondade, compaixão, extrema beleza, desprendimento e extrema virtude de quem o concede, perdoando seu semelhante, e serve para absolvição, desculpa e remissão de pecados, penas, culpas, ofensas, mal-dades, dívidas etc. de quem é perdoado. É também um ato de humildade, respeito, modéstia, sub-missão e reverência de quem o solicita. A oração Pai-Nosso já suplica: “...perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...” e a oração de São Francisco anuncia: “...é perdoando que se é perdoado...”.
13. Portanto, devemos ser misericordiosos, benevolentes, complacentes e bondosos praticando o ato do perdão, concedendo-o a quem nos ofende e dele necessita, independentemente de nos ser solicitado. Igualmente, devemos ser humildes e pedir perdão às pessoas a quem devemos e ofende-mos por pensamentos, palavras, atitudes, ações ou omissões. A misericórdia tem o poder Divinal de suspender os efeitos do sofrimento do devedor, ofensor ou pecador, pois é um ato de ajuda à quem necessita, do ofendido à quem ofendeu. Por isso, quando temos a misericórdia de alguém e o ajuda-mos, a pessoa se sente mais aliviada em sua vida e a recomeça mais rápido. A misericórdia é uma necessidade de quem sofre as conseqüências de seus erros e, portanto, é solicitada. Todavia, a Gra-ça Divina é uma bênção que alcançamos, conquistamos por merecimento, em função das ações que praticamos em vida. Ou seja, a Misericórdia é uma necessidade enquanto que a Graça é uma dádiva.
14. Devemos, diariamente, reconhecer e assumir os nossos erros e falhas, arrepender-nos humil-demente por tê-los cometido, confessá-los à Deus e pedir-lhe o seu perdão e a sua proteção para que não mais os cometamos, dizendo: “Senhor Jesus, Senhor meu Deus, reconheço, assumo e vos con-fesso os meus pecados, os quais já os sabeis, suplicando-vos que me perdoe por tê-los cometido e me proteja para que eu não mais os cometa. Amém, Jesus, Maria e José!”.
15. Sempre que ofendermos alguém de alguma forma, ainda que por omissão, ou com ele esti-vermos em dívida, devemos reconhecer e assumir os nossos pecados, culpas, maldades, dívida ou ofensas, conforme o caso, e arrepender-nos humildemente por tê-los cometidos ou nos omitidos de ajudá-los quando mais precisaram e pedir-lhes desculpas e perdão por todas as nossas ofensas, erros e omissões cometidos.
16. Agradecimento: Devemos diariamente, ao levantar e ao deitar, agradecer à Deus pelo Dia que tivemos e pela Noite que iremos dormir, juntamente com nossos familiares, entes queridos, parentes e amigos, conforme a seguir:
a) Ao levantar: “Obrigado Senhor Jesus, muito obrigado Senhor meu Deus, Pai Celestial, Su-premo Criador, agradeço-vos com o meu muito obrigado pela traquila e bem dormida noite que tivemos eu e meus familiares e por este lindo e maravilhoso dia que se inicia com mui-ta luz, vida e saúde para todos nós. Peço-vos que nos conceda um dia cheio de muita paz, amor e harmonia, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emo-cional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia Divina, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando o amor, a justiça, a caridade, a solidariedade e a fraternidade universal, e alcancemos a Graça de Deus com uma Bênção Divina. Amém, Jesus, Maria e José!”;
b) Ao deitar: “Obrigado Senhor Jesus, muito obrigado Senhor meu Deus, Pai Celestial, Su-premo Criador, agradeço-vos com o meu muito obrigado pelo lindo e maravilhoso dia que tivemos eu e meus familiares, com muita luz, vida e saúde para todos nós e por esta linda e traquila noite que se inicia com muita paz e sossego junto ao meus entes queridos. Pe-ço-vos que nos conceda uma noite cheia de muita paz, amor e harmonia, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia Divina, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando o amor, a justiça, a caridade, a solidariedade e a fraternidade universal, e alcancemos a Graça de Deus com uma Bênção Divina. A-mém, Jesus, Maria e José!”.
17. Proteção: Sempre que sairmos de casa e nos deslocarmos num trajeto, por mais tranquilo que este possa ser ou parecer, devemos pedir a proteção de Deus, rogando-vos para que o nosso percur-so transcorra na mais perfeita ordem, paz, harmonia e tranquilidade e cheguemos ao nosso destino em paz e salvamento, são e salvos, dizendo: “Deus me guie, me ilumine e me proteja no trajeto que farei e me leve ao meu destino em Paz e Salvamento. Amém, Jesus, Maria e José!”.
18. Hábito da Oração: O coração humano anseia instintivamente por comunhão com Deus, Pai Celestial, Supremo Criador. Desejamos nos comunicar com o nosso Criador. A oração é um meio de comunicação com Ele, é uma forma de nos comunicar com Deus, de falar-Lhe e ouví-Lo, enfim, de conversar com Ele e pedir ajuda para resolver os nossos problemas, de transformar nossas vidas. Orar é ficar de frente com Deus e conversar com Ele. A oração estabelece e aprofunda nosso relacio-namento pessoal com Deus. Na oração o homem se encontra com Deus e consigo mesmo, enxerga sua própria realidade sob o ângulo Divino. A oração alimenta o sentido da vida humana, da existência e é, antes de mais nada, vida pura. Nossa vida deve ser uma constante oração, um eterno louvor à Deus, nosso Criador. A oração é o alimento da nossa alma, sem ela ficaremos fracos e famintos, sem forças para suportarmos a nossa tarefa-missão na terra.
19. Desse modo, devemos sempre cultivar o salutar e edificante hábito da oração pois, assim co-mo sentimos fome, sede e temos necessidade de nos alimentarmos, nosso espírito também sente falta e necessita de oração. O alimento do espírito é a Prece, a Oração, que nos fortalece e nos revigora sempre que oramos/rezamos. Como bons cristãos, devemos sempre perseverar no hábito da oração, orando conforme a seguir:
a) diariamente, fazer uma corrente de oração, ao seu próprio modo, em intenção do nosso an-jo de guarda;
b) diariamente, fazer uma corrente de oração, ao seu próprio modo, em intenção e benefício dos nossos entes queridos, parentes e amigos;
c) diariamente, rezar um terço em intenção da Paz Universal, no mundo, em seus países e entre eles, nos planetas e contra as guerras;
d) pelo menos uma vez ao mês, rezar uma missa em intenção de todos os seres desencarna-dos na Humanidade; e
e) pelo menos uma vez ao mês, rezar o Santo Rosário (três terços) em intenção e benefício da humanidade, pelo seu conhecimento, evolução e continuidade.
20. Comunhão com a Natureza: devemos preservar a Natureza e todos os seus recursos naturais – a água: os igarapés, os rios, os mares e oceanos, os lençóis freáticos, não desperdiçando água nas torneiras, vazamentos e lavagens desnecessárias, não derramando óleos combustíveis nos meios fluviais, não desmatando as matas ciliares; o ar e a atmosfera: não poluindo com fumaças de queima-das e outras formas de combustão; a terra e os minerais: não provocar erosões em busca de riquezas minerais como ouro, prata, pedras preciosas, carvão, gás, petróleo etc., que podem provocar o dese-quilíbrio da pressão atmosférica do planeta, selecionar lixos para não sujar, não poluir, nem contaminar o meio-ambiente, praticar a criação de animais de forma sustentável, principalmente a pecuária, evi-tando a compactação e ressecamento do solo e sua conseqüente desmineralização e desertificação, prejudicial à vida de qualquer ecossistema; a flora e a fauna: praticar o reflorestamento permanente-mente, não cortar árvores desnecessariamente e se o fizer replantá-las, não fazer queimadas, princi-palmente aquelas que possam fugir ao nosso controle e incendiar florestas e matar muitos animais indefesos, prejudicando a fauna, a flora e outros reinos, ricos e abundantes, que estão à nossa dispo-sição, e não fazer guerras, que só destroem a natureza e sua contida humanidade. Tudo isso certa-mente alterará nossa qualidade de vida e as condições de sobrevivência no planeta, causando secas com a mudança gradativa da temperatura, aumentando o nível das águas dos mares e oceanos com o degelo das regiões glaciais, o “tempo” ficará cada vez mais violento e serão intensificados os ventos (furacões, tufões, vendavais, maremotos, terremotos, ciclones etc.), as chuvas e suas conseqüências (enchentes, alagações, desabamentos de prédios e residências, desbarrancamentos etc.), os trovões e suas descargas elétricas perigosas, as tempestades de vento, de granizos e até de pragas, agravan-do os problemas nas plantações e suas colheitas, causando escassez de alimentos e elevação dos preços e piorando a sobrevivência da humanidade.
21. Assim, devemos praticar o Amor Universal e não o ódio, a atenção, cumplicidade, solidarieda-de, caridade e a ajuda mútua em vez do desprezo, difundir a paz, a harmonia, o amor, a verdade e a justiça, pois, se alguns não foram punidos pelos seus atos desunamos e atrozes contra a humanidade, com certeza não ficarão impunes perante as Leis Divinas: o perdão será apenas um atenuante, pois, mesmo perdoados, prestarão contas dos seus erros e omissões de ajuda, terão que se explicar peran-te Deus. O perdão apenas nos exime do castigo da vingança, pois quem não perdoa é vingativo, mas jamais nos livra da prestação de contas, das explicações, até mesmo por questão de justiça com quem tem menos contas e explicações a prestar. Deus não é, jamais foi ou será vingativo, perdoa-nos a todos e, portanto, não castiga ninguém, mas alerta-nos quando não agimos corretamente.
22. A assertiva ideal seria: Por que odiar e desprezar aos nossos irmãos e semelhantes se pode-mos amá-los, ajudá-los e, juntos, sermos felizes? Por que sermos egoístas, vaidosos, orgulhosos e desumanos se podemos compartilhar tudo com os nossos irmãos, solidariamente? Por que lutarmos pelo poder material, que é passageiro e não levamos conosco, pois dura enquanto vivemos, quando podemos ter um Poder Eterno e infinitamente maior: a fé em Deus, que tudo pode nos propocionar, e o amor que é a “arma” mais poderosa e move tudo no universo? Porque destruir a Natureza se dela precisamos e dependemos para sobrevivermos e devemos preservá-la em nosso próprio benefício? Vale à pena refletirmos, pois nunca é tarde para mudanças, principalmente quando estas mudanças nos proporcionam crescimento pessoal e espiritual!
23. Às vezes, precisamos deixar o orgulho e a vaidade de lado e recorrer à ajuda de outras pes-soas, ainda que não as gostamos ou as simpatizamos, para que possamos então fazer algo efetiva-mente por alguém: esta atitude se chama amor. Cabe às pessoas a quem recorremos fazer o possí-vel para ajudar ao próximo, ao que chamamos solidariedade. Coloquemo-nos no lugar dessas pesso-as que recorreram a nós e façamos nossa parte, pois isso se chama consciência. Se ninguém nos procurar pedindo-nos ajuda, ainda assim, tomemos a iniciativa de ajudar aos nossos semelhantes, sem que nos solicitem, pois, às vezes, estão sem forças e sem condições (física, moral, mental, psico-lógica, emocional, espiritual etc.) ou impossibilitados de nos pedir qualquer auxílio ou socorro. Este ato espontâneo e voluntário é a Fraternidade Universal.
24. Conhecê-lo, caro amigo, foi o melhor dos últimos acontecimentos, mas conquistar e manter a sua sincera e especial amizade, verdadeira, sincera, franca e aberta está sendo melhor ainda e convi-ver com alguns no dia-a-dia é um grande prazer e motivo de muitas alegrias e grande satisfação. Que a luz que se acendeu no dia dos nossos nascimentos possa iluminar não somente os nossos cami-nhos, mas também os de todos os nossos familiares, entes queridos, parentes e amigos, enfim, de todos os nossos semelhantes existentes na humanidade.
25. Finalmente, é com grande carinho e satisfação que lhes desejo do fundo do coração um feliz Natal e um Próspero Ano Novo, repleto de muitas felicidades alegrias e grandes realizações, almejan-do que Deus nos conceda, conforme sua vontade, segundo o nosso merecimento, um novo ano, sécu-lo e milênio vindouro cheio de muita paz, amor, harmonia e justiça, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia e graça Divinas, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, pra-ticando a justiça, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e o amor universal, para a elevação e o despertar da nossa consciência, em busca do Conhecimento Superior.
São os sinceros Votos de
Francisco Ribeiro Nogueira e Família
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