Brasília (DF), Dezembro/2001
3º Milênio da Era Cristã
1º Ano Natalino
A EXISTÊNCIA DE DEUS
1. Às vezes, principalmente quando estamos em situações de necessidade, dor, dificuldade, desespero, aflição, muitos de nós nos deparamos com a mente confusa, inquietações ideológicas e somos levados a questionamentos existenciais, até mesmo a duvidarmos da existência de Deus, fazendo perguntas do tipo: Deus existe? Como podemos provar e comprovar sua existência? Porque e para quê existimos? Como e para quê o Universo foi criado? Estas têm sido as perguntas de milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.
2. Estas perguntas e desatinos podem ensejar algumas respostas, mas, considerando que, se a Belíssima Criação que nos rodeia e da qual fazemos parte, do ar que respiramos e não viveríamos sem ele, tudo isso não é convincente o suficiente, por si só, para o homem ter a convicção de que a existência de Deus é inexoravelmente inegável, muito menos poderão sê-lo os escritos e palavras humildes de um simples semelhante, por mais que se empenhe em demonstrá-lo com bela redação, tratados, convenções, exegese ou fortes textos esclarecedores.
3. Assim, quando afirmamos que Deus existe, necessário se faz acompanhar tal assertiva com uma proposição desvinculada de toda idéia que O limite ou impeça concebê-Lo em sua imensidão, magnificência, perfeição, onisciência, onipresença, onipotência e infinitude. Partindo do princípio de que a Causa Primária e absoluta de tudo e de todas as coisas é Deus e não tendo a nosso alcance nenhum ser visível a quem possamos atribuir o ato da Criação Universal, é lógico e natural que reconheçamos a Deus como Supremo Criador. Mas a capacidade para considerar sua existência não depende dessa existência em si, senão da capacidade de cada um de nós, seres humanos, reconhecê-la, sentí-la intimamente e experimentá-la, vivenciá-la individualmente, admirando-O em sua excelsitude e grandeza.
4. Existem duas coisas que, incontestavelmente, são inseparáveis, constituindo, portanto, uma mesma e absoluta verdade: a Criação e seu Criador. Uma pressupõe com absoluta certeza a existência e presença da outra, de maneira que, se a Criação existe – o que nos consta, porque a vemos, apalpamos-a e dela fazemos parte e vivemos –, seria inconcebível duvidar da existência do seu Criador, Quem, havendo-a concebido primeiro, depois a plasmou em suprema e absoluta realidade, ditando ao mesmo tempo as leis que mantêm seu equilíbrio e velam por sua conservação eterna, reservando sabiamente para si o governo de toda essa Criação: o Universo.
5. Ademais, a existência de Deus se prova pela existência de tudo o que nos rodeia, por nossa própria existência e, sobretudo, pela prerrogativa que nos foi por Ele concedida de nos fazermos essa pergunta e também de nos darmos a resposta, servindo-nos do conhecimento que adquirimos dos estudos, das observações e experiências vivenciados conscientemente no nosso dia-a-dia. Todas as coisas criadas são testemunho do Poder e Sabedoria Divinos. Somos ingratos, mas, mesmo assim, Deus na sua infinita bondade e misericórdia nos fez criaturas humanas, racionais, dotadas de inteligência, razão, discernimento, consciência, equilíbrio, vontades, desejos, sentimentos, emoções e, inclusive, livre-arbítrio, para acreditarmos ou não na existência d’Ele. Os que não acreditam Nele são ateus ou agnósticos e não foi por acaso que assim os fez, pois “o acaso” é o pseudônimo de Deus.
6. Deus colocou o homem no centro de um oceano de vida, de um reservatório inesgotável de forças e potência. E deu-lhe a inteligência, a razão e a consciência, para aprender a conhecer essas forças, a assenhorear-se delas, dominá-las e as utilizá-las com abundância e sabedoria. Assim exercitando-nos constantemente é que nós mesmos nos desenvolveremos e chegaremos a firmar o nosso império sobre a Natureza – o Império do Bem –, o domínio do pensamento sobre a matéria, o reino do Espírito sobre o mundo.
7. Por isso, em razão de sua inimaginável e incomensurável dimensão cósmica, podemos constatar que Deus não é e não pode ser limitado. Mas devemos acrescentar também que, mesmo sendo este raciocínio acessível à mente humana e de fácil compreensão e conclusão, nem sempre foi levado em consideração pelo homem em sua caminhada evolutiva. Muito pelo contrário, apesar de paradoxal, o homem pretendeu fazer Deus à sua imagem e semelhança – mediante os princípios do antropomorfismo, querendo vê-Lo materializado em um corpo humano, com formas e limites, sem medir, provavelmente, as proporções nem as conseqüências de tamanho sacrilégio. O antropomorfismo é incompatível com a Providência Divina e, no estágio de evolução, nível de consciência e despertamento em que se encontra o homem atual e da forma em que vive neste planeta, talvez com imensa dificuldade e força de vontade, poderia imaginar e compreender a infinitude de Deus.
8. A Providência Divina é a ação que Deus exerce sobre todos os seres e criaturas para preservá-los e conduzí-los para seu fim, com sabedoria e bondade, segundo a ordem e premissas que estabeleceu na Criação. Esta Providência atua não em resposta às nossas súplicas mesquinhas e materialistas, mas sim pela aplicação rigorosa de uma justiça distributiva, soberana e misericordiosa, na exata proporção da necessidade e do merecimento de cada uma das criaturas. Se o homem, apesar de mortal e sujeito a erros de toda ordem, sempre quer dar o melhor aos seus filhos, imagine então o que deveríamos esperar de Deus, que é o próprio Amor. As doenças, catástrofes e tragédias com suas conseqüências, contragostos, dissabores e contrariedades que causam, são frutos de nossa própria imprevidência e imprudência e não castigo de Deus, como muitas pessoas pensam e acreditam piamente. Pensar assim seria o mesmo que duvidar da Sua existência e Poder. Deus não é meio perfeito, mais ou menos bonzinho ou misericordioso apenas de vez em quando. Ou seja, devemos crer e confiar plenamente em Deus.
9. Quanto às crenças, não devemos esquecer que suas raízes se originaram e cresceram na ignorância das tribos primitivas de nossos ancestrais, as quais, em pleno estágio de rudimento mental, desprovidas e carentes de entendimento, adoravam aos deuses, dos quais se apropriavam. Com o passar dos tempos e o desenvolvimento humano, mas sempre num clima de ignorância e ingênua credulidade, as religiões fizeram algo igual, ao levarem suas crenças ao convencimento de que Deus lhes pertencia, porque assim seus sustentadores haviam estabelecidos. E não somente isso: cada seita O ia transformando segundo as conveniências e exigências dos respectivos dógmas e crendices, apresentando-O velado, naturalmente, pelos chamados “mistérios”.
10. As crenças paralisam a nobre função de pensar do ser. Felizes os olhos do entendimento não contaminado, os quais, diferentemente dos que foram cegados pela fé dogmática, podem nutrir sua vida com os ensinamentos derramados por Deus na Criação! O dógma pôde ser útil aos homens nas épocas de barbáries, de atraso moral, ético, intelectual e espiritual, mas não o pode ser nos dias atuais, que estão marcados por mudanças mais surpreendentes em quase todas as ordens do viver humano. Em vez da Fé Dogmática – a nossa fé habitual que resulta normalmente da aceitação de opinião estranha, de fanatismo, de autoritarismos enfim, a fé cega –, devemos ter Fé Espiritual, aquela Bíblica, uma Força Mágica, a fé que surge com a total convicção do conhecimento interior, que basta termos apenas tanto quanto a de um grão de mostarda para movermos montanhas, transpondo as barreiras que, na maioria das vezes, não existem, nós próprios as criamos e acabamos por dificultar nossa vida.
11. Hoje em dia o dógma é pura e simplesmente um contrassenso. Insistir em sua manutenção é pretender fechar os olhos daqueles que conseguiram ultrapassar o obscurantismo espiritual em que a humanidade ainda está imersa. O homem ama a verdade e anseia por ela, mas, para não ser aprisionado pelo engano, deve buscá-la com sua razão, a qual deve ser unanimemente respeitada. Atribuindo à fé cega virtudes que ela não tem, não se pode pretender excluir das possibilidades humanas as funções de discernir e de julgar, submetendo o homem, sem prévio conhecimento de sua parte, ao acatamento de fórmulas que adulteram a verdade.
12. Os dógmas são imposições de caráter religioso e Deus não estabeleceu nenhum. Eis aí uma grande verdade, como também é verdade que Deus não excluiu jamais ninguém de sua grande família humana, que a criou para habitar este planeta, evoluir e perpetuar a espécie. Não chamou de hereges aos que divergiam do modo de pensar a respeito d’Ele, nem excomungou tampouco ninguém e muito menos ainda permitiu que algum de seus filhos o fizesse, pois tal atitude encerra o princípio do desamor, da vingança, do ódio e do malquerer, contrários às premissas do Amor.
13. Deus jamais abandonou seus filhos, que somente nos lembramos d’Ele na hora da dor, do desespero, da necessidade e que O precisamos. Se Deus permitiu que povos que o negam – os ateus e agnósticos – se colocassem em posições de vanguarda na ciência, não temos com isso a evidência de que Ele continua considerando esses povos como filhos de sua Criação, sem preconceitos ou racismo?
14. Todos deveríamos aspirar esclarecer o que a razão resiste em admitir como verdade, a exemplo da crendice sobre a existência de um inferno onde os pecadores são condenados ao fogo eterno, com passagem obrigatória no purgatório. Em que verdade esta afirmativa se fundamenta? Como se pode imaginar o espírito, que é imaterial, invisível e imortal e, por isso mesmo, incombustível, queimar e arder no “fogo” do inferno pelos seus pecados cometidos quando em matéria? Supondo que sim, que o espírito possa ser queimado sim, possa arder eternamente no fogo do inferno, que consequência útil ou prática teria tal suplício para a vida humana a condenação do espírito ao fogo eterno? Até quando a humanidade terá de seguir presa a uma crença que não se explica e nem tampouco se justifica, necessitando, portanto, de melhores explicações, interpretações insofismáveis e todo um sentido instrutivo, educacional e evolutivo?
15. É inconcebível que as falhas cometidas pelo homem devam ser saldadas com um martírio interminável, com um suplício perpétuo, eterno como é o espírito. A incomensurável dimensão cósmica de Deus, sua infinita bondade e misericórdia não comporta tamanha crueldade, que só pode caber na mente embotada pelo pragmatismo de teorias e idéias vãs de pessoas fanáticas e hereges que apregoam tal crença e sofisma e os utilizam para atemorizar seus adeptos e seguidores com tamanho disparate e blefe, como forma de coação, de chantagem emocional e psicológica e assédio religioso, para garantir a captura de adeptos e uma falsa fidelidade destes às suas igrejas, visto que se tornam “fieis” seguidores pelo medo dos castigos dos Céus e não verdadeiramente pelo respeito e temor à Deus, como deveríamos. Medo é o sentimento que se tem ante a noção de perigo iminente, real ou imaginário, ou de ameaça, coação ou chantagem. Temor é o sentimento de reverência e respeito que se tem a alguém pela eminência e elevado grau de ascensão sobre as pessoas. Portanto, não devemos ter medo de Deus, mas sim reverenciá-Lo e respeitá-Lo com o nosso temor.
16. Deus não pode ter criado a fenomenal máquina humana, o prodigioso ser humano para aniquilá-lo depois, de forma inexplicavelmente cruel, pois isso seria uma violação às suas próprias leis expressas, destinadas a regular a evolução do homem, que implicaria numa negação que a inteligência humana não pode absolutamente admitir. Deus criou o homem para que, mediante todas as sacudidas e experiências que acompanham sua passagem pelo mundo, ele aprenda a conduzir sua vida pela existência que lhe foi determinada, que presumimos não ter fim, pois o espírito é imortal.
17. As faltas que cometer, ele mesmo, por sua única e exclusiva conta, poderá, deverá e haverá de saldá-las. Eis aí o prodígio da lei da evolução, a qual, conscientemente interpretada e vivida, converte o homem em seu próprio redentor. Poderia haver algo mais maravilhoso, mais consolador e sublime para o homem do que sentir-se capaz de realizar, por si mesmo, uma tarefa tão edificante, cuja glória haverá também de lhe pertencer? Isto é melhor do que acumular faltas sobre faltas, confiando com fé cega – e em alguns casos com não pouca especulação – que alguém com poderes divinos possa nos absolver das culpas? Ou seja, vamos errar, praticar maldades aos nossos semelhantes à vontade, pois haveremos de ser absolvidos sem maiores conseqüências. Analisemos serenamente em qual dos dois casos o homem é mais digno de si, de seus semelhantes e de Quem o Criou e persevera em nos ajudar?
18. Deus não nos castiga pelos nossos erros e omissões e não tem interesse em nos castigar, mas sim fazer-nos despertar para uma nova consciência, ensinando-nos a amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Somos nós mesmos quem nos castigamos com os sofrimentos e tormentos que nos causamos quando nos sentimos vítimas dos erros cometidos. Deus já nos perdoou, nos outorgou esse perdão. O que precisamos é ativar no coração o nosso próprio perdão. A Lei do Karma diz que os nossos pecados serão quitados mediante sofrimentos – errou, pagou –, mas existe uma Lei Superior, embasada no princípio da compaixão – a Lei da Graça, à qual todos estamos sujeitos, dizendo que todos estaremos livres dos nossos “pecados” e erros no instante em que, autoconscientes, livres e espontaneamente nos arrependermos sinceramente e nos perdoarmos deles. O perdão nos exime do “castigo da vingança”, do sofrimento, pois quem não perdoa é vingativo, sofre, mas não nos livra da prestação de contas, das explicações para com Deus, por justiça com quem tem menos contas e explicações a prestar. Deus é justo e não vingativo, perdoa e, portanto, não nos castiga, mas alerta-nos quando não agimos corretamente.
19. Muito se tem falado da verdade revelada mas, afinal, que verdade revelada é essa que o homem não pode conhecer, que lhe é inacessível? A verdade revelada por Deus, a maior, a mais transcendental, é a sua própria Criação. Eis aí a grande verdade revelada! Dessa Criação, dessa verdade revelada por Deus, acessível a todas as mentes humanas, se desprendem os fios que conduzem a todas as outras verdades que, no seu devido tempo, também serão reveladas, quando o homem alcançar um nível melhor de consciência e evolução, tornando-se um ser desperto para a espiritualidade.
20. O homem que se propõe conhecer o que há dentro de uma montanha, que representa, hipoteticamente, uma pequeníssima parte da grande verdade, terá inevitavelmente de levar a cabo esse propósito penetrando-a em todas as suas entranhas com entendimento e ação, seguir seus veios, descobrir suas diversas camadas e jazidas. Se alguém lhe proibisse de fazer isso, assegurando-lhe que deve se contentar em apenas e tão-somente admirar a montanha, continuará ela sendo uma verdade revelada, porém uma verdade revelada em cujo fundo sua inteligência não penetra.
21. A mente humana tem livre acesso a todas as verdades, mas, para isso, deve seguir um rigoroso processo de adestramento mental e psicológico, um processo de cultura interior que lhe torne possível elevar-se até elas. Para o homem em pleno exercício de suas faculdades mentais e sua liberdade de consciência, não há dógma algum atrás do qual a verdade possa se manter oculta. Todas as faculdades da inteligência são pródigas quando utilizadas continuamente, mas as crenças não ativam seu exercício, muito pelo contrário, adormecem a inteligência e atuam como anestésicos e hipnóticos. Sejamos práticos e pragmáticos, deixando as “crenças” para os incrédulos.
22. A vida é pensamento e ação e se debilita, desfalece, morre quando a mente pára de pensar, quando a vontade se relaxa em função dessa imobilidade, quando as células se consomem, porque lhes falta a atividade que as reanima e estimula. As crenças são um meio de opressão, uma tirania imposta ao espírito humano, são a morte lenta do espírito, o qual, não podendo evoluir em cumprimento ao seu alto destino, se consome dia após dia, século após século. A morte é uma passagem de dimensão, ao tempo que “morremos” para a vida material, “nascemos”, voltamos para o plano espiritual. A separação só é ruim e mais sentida para aqueles que ficam na matéria. Apressemo-nos, pois, em nos preparar, evoluindo espiritualmente e despertando, pois a morte não dá apertos de mão e, quando ela vem ao nosso encontro, preparados ou não, a mão que ela segura, não solta jamais.
23. Fisicamente o homem é o que é pelo que come. Mas, intelectual e mentalmente, o homem é o que é pelo que pensa, lê e estuda. Se o inibirmos de pensar, se o colocarmos dentro de uma redoma de vidro para impedí-lo de pensar, que consciência poderá alcançar o homem sobre sua existência? Por acaso está o homem proibido de conhecer a verdade? Deus não pode tê-lo concebido para semelhante absurdo, nem condená-lo a ser um ente vulgar, um ser que não pensa, um homem cujo espírito está submetido à escravidão de uma crença. Por isso, devemos evoluir e firmar o nosso pensamento, ter bons pensamentos, para praticarmos o bem, boas ações e termos consciência suficiente para agirmos corretamente, de forma consciente.
24. Fé é para quem não acredita! Acreditar é para quem não sabe! Saber é uma dádiva Divina acessível a todos os seres humanos. Se quisermos conhecer e saber sobre a verdade, basta seguirmos nossa missão de vida direitinho, com amor, respeito e lealdade a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo. Então vamos saber quem somos nós, conhecer-nos por dentro e por fora, vamos conhecer o nosso próximo, vamos conhecer a Deus e o seu Amor, porque a linguagem espiritual é um idioma universal e eterno. Assim, seremos conhecedores da vida eterna. Não devemos simplesmente crer em Deus, mas também devemos conhecê-Lo, sentí-Lo e empenhar-nos em nos aproximar d’Ele pelo conhecimento e saber, pois assim saberemos amar ao próximo como a nós mesmo, ainda que tenhamos pensamentos, idéias, gostos, afinidades divergentes dos nossos semelhantes, ou nao coincidentes.
25. Cada ser humano é constituído por uma alma e um espírito e possui uma psicologia diferente e peculiar, ou seja, uma psicologia individual. Por que, então, tem-se insistido durante séculos em mudar o rumo que a humanidade devia seguir, adormecendo-a com crenças, crendices e equívocos? Desdenhar ou, pior ainda, execrar os que fazem uso legítimo da razão para discernir o justo do injusto, a verdade da não-verdade, é transgredir as Leis Universais, é ofender a vontade de Deus, que instituiu essa faculdade para que o homem alcançasse a elevação mental, moral e espiritual, que corresponde à sua condição humana.
26. Ultimamente, a Ciência, assim como os Filósofos, anda em busca da razão da existência do Universo, da Criação, pois, veladamente, anda em busca de um Criador, embora isso não possa reconhecer, porque a CRIAÇÃO é algo que foge à “Razão Científica”. O Universo, o Cosmo, enfim, a Criação é uma obra inteligentíssima, divinamente Divinal, que transcende a mais genial inteligência humana. O planeta é muito grande e possui riquezas incomensuráveis e inimagináveis, mas ignoramos tudo isso. Pretensiosamente o homem com sua ciência prefere buscar conhecer o Universo e sua origem, infinitamente maior que o nosso planeta, do que conhecê-lo melhor, melhorar o seu habitat para crescermos mais saudáveis e melhor desenvolvermos nossas faculdades ainda não efetivamente utilizadas, como a mental e todo o seu potencial. Sem Deus a ciência não poderá jamais completar os seus estudos, muito menos conclusões, sobre a origem do Universo, da Matéria e do próprio homem. Os motivos pelos quais os cientistas não admitem a existência de Deus não lhes garantem o direito de querer provar que o Criador é uma realidade palpável pelos sentidos humanos, querendo encontrar provas materialmente palpáveis de Sua Existência.
27. Enquanto não houver interação, integração, uma perfeita sincronia entre a Ciência (conhecimento), a Filosofia (sabedoria) e a Religião (existência Divina), ficando a Ciência presa a um materialismo cético, a Religião enclausurada nas masmorras dogmáticas da fé e a Filosofia presa à correntes do ateísmo e agnosticismo, teremos cientistas incrédulos e materialistas, religiosos hipócritas, intolerantes, beatos, fanáticos e desequilibrados e filósofos pessimistas e alienados, que futilizam a metafísica e se acham pretensiosamente os verdadeiros deuses com suas descobertas e criações.
28. A Criação é mantida sob o comando absoluto e eterno de Deus, seu Criador, que é a inteligência Suprema, inteligência cósmica imanente, causa primária e absoluta de tudo e de todas as coisas. Para os cientistas, aceitar a existência de Deus seria o fim da ciência, da cosmologia e da astrofísica, para quem Deus é apenas e tão-somente uma “hipótese teológica”, “um jogador de dados”, “uma crença religiosa”, e buscam desvendar os enigmáticos e misteriosos segredos de um Universo ateu, sem ao menos desconfiar que dependem de Deus, o Grande Arquiteto do Universo Sideral, para saber que os mistérios somente os são para quem os desconhecem e que Deus, somente Deus, sabe de todos os ditos mistérios que a ciência busca desvendar, sem humildade, sem ética, muitas vezes até com desrespeito, arrogância e pretensão. Enigmático apenas para aqueles que não têm conhecimento suficiente para decifrá-lo, mas cujo enígma é Deus quem o faz e pode desfazê-lo ou refazê-lo quando e quantas vezes assim o desejar para mostrar ao arrogante e insensível homem que quem manda e autoriza as descobertas de todo e qualquer conhecimento científico no Universo é Ele, segundo nosso comportamento, capacidade, evolução e merecimento.
29. Se o progresso moral e ético estão muito atrasados em comparação ao avanço material, isto se deve à hipertrofia do pensamento científico, religioso e filosófico quanto à exata concepção da existência de Deus, que está diante de nossos olhos que insistem em não querer contemplá-lo. Deus está presente mesmo nas situações mais difíceis em que se nos apresentam sem esperanças e Sua presença não depende de nós a percebermos ou não. Na lembrança da presença de Deus é que reside o nosso poder de abdicarmos de nossos abusos e equívocos do passado e abrir a porta do entendimento para vê-los de um novo prisma e renovar nossas vidas, pois, por incrível que possa parecer, Deus está dentro de cada um de nós e não precisamos buscá-Lo em outros lugares fora da gente e tão longe.
30. A ignorância e o sentido que damos à vida, na maior parte do tempo ocupados com afazeres que nada ou quase nenhum valor agregam ao nosso conhecimento e crescimento espiritual, perpetuam o nosso sofrimento e tristeza, em condições inferiores de consciência. Cabe ao homem como sua tarefa na criação e evolução da espécie e de si mesmo, desenvolver-se em sabedoria, conhecimento, intelectualidade e espiritualidade, mediante o conhecimento dos princípios subjacentes à natureza. Todos devemos iniciar nos estudos do Conhecimento Universal e Ensinamentos Superiores do Universo, pois a sabedoria é uma conquista interior, fruto de contínua observação, de reflexões íntimas, de um estado de alma, enfim. O Saber é um Bem Supremo, uma dádiva Divina, pois Deus escreve certo por linhas certas, nós é que vemos e entendemos tortos os seus sinais e alertas e as suas orientações e ainda temos a coragem e desfaçatez de dizer que Ele escreve certo por linhas tortas. Tortos somos nós que falamos e pensamos dessa forma.
31. Finalmente, desejo um feliz Natal em família e um Próspero Ano Novo, repleto de muitas felicida-des e alegrias e grandes realizações, almejando que Deus nos conceda, conforme sua vontade, segundo o nosso merecimento, um novo ano vindouro cheio de muita paz, amor, harmonia e justiça, saúde, felicidade, conforto, prazer e alegria, que tenhamos muita luz, muita energia positiva e mantenhamos o nosso equilíbrio material, mental, moral, emocional e espiritual e sejamos todos eternos merecedores da misericórdia e graça Divinas, para que possamos trabalhar em prol da humanidade, pela sua evolução e continuidade, praticando a justiça, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e o amor universal, para a elevação e o despertar da nossa consciência, em busca do Conhecimento Superior.
São os sinceros Votos de
Francisco Ribeiro Nogueira e Família
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